Starcraft 2: primeiras impressões

julho 28th, 2010

Já estou jogando Starcraft 2! Depois de saber que tem upgrade da versão 6 meses para ilimitada, como disse no post anterior, mudei a idéia de comprar apenas a ilimitada, que expus a dois posts atrás, quando ainda não sabia disto… e comprei a caixinha de 6 meses mesmo. No final, se eu comprar o upgrade daqui a 6 meses, o que é muito provável, o custo final será aproximadamente o mesmo e eu só pagarei a segunda parcela depois.

E também pesou na escolha o prazer que ainda tenho de comprar um produto físico ao vivo, com a gratificação imediata de levar aquele troféuzinho comigo. E pensei, é bom aproveitar enquanto ainda existe isso, pois tenho quase como certo que o futuro é compras por downloads. E pesou também o tempo de download do arquivo de instalação, que atualmente nas conexões atuais ainda não é desprezível, e menos ainda pra mim com minha conexão atual de 1 Mbps (por motivos que não vem ao caso aqui…). Enfim, foi a forma mais rápida de ter o SC2 instalado nas minhas atuais condições, isto é fato.

Quem está pensando em comprar por download, saiba que na caixa não vem nada indispensável. O livrinho não é realmente um manual. Só dá as instruções sobre configuração do PC e instalação, nas outras páginas conta história do passado do jogo e inclui desenhos artísticos. Mas a caixinha também inclui dois passes livres para testar o jogo por 14 dias (ou 7 horas no total, o que acabar primeiro), para distribuir para dois amigos que possam ter interesse. E o benefício final da caixinha é ficar em exposição lá na estante, junto com os outros jogos da Blizzard. A versão em DVD vendida no Brasil é dublada em português. Ao entrar no site não vi como fazer download da versão em inglẽs, apenas português e espanhol. Talvez pelo fato de ter registrado um serial vendido aqui. Só que não entendi porque não deixam baixar a versão em inglês, independentemente de onde se comprou o serial: fica aqui registrada a minha indignação quanto a isto. Mas a dublagem em português não está ruim, está muito melhor que a feita para o SC1, que era realmente péssima. Mas no SC1 depois deixaram baixar o client em inglês!

Na realidade, neste exato momento eu fiz os tutoriais, um jogo online (ganhei, por incrível que pareça) e o primeiro passo da campanha. E aqui vão minhas primeiras impressões a algumas dicas simples sobre o que eu já vi. Primeiro, sobre a instalação via DVD, é meio lenta mesmo. Durante a instalação a tela mostra informações sobre a história dos títulos anteriores, para quem não fez ou para relembrar. Basta ir avançando ou retrocedendo com as setas laterais. Mas claro, quem ainda não fez o SC1 e expansão, e ainda quer fazer, talvez queira ignorar estas telas cheias de spoilers… :)

A configuração recomendada que vem no livrinho que acompanha o DVD fala em uma placa nVidia GTX 8800, que é justamente a que eu tenho, então fiquei tranquilo, e rodou muito bem. A configuração do PC que já uso há quase 3 anos para jogar é a seguinte: Athlon 64 X2/ 5000+, 4 GB RAM DDR2 800 em dual channel, e a dita placa de vídeo. Não é nenhum super PC hoje em dia, até pelo contrário, seria quase um entry level a não ser pelo vídeo. A boa notícia então é que tudo rodou com performance excelente com quase tudo no máximo num PC médio (na realidade até o momento aceitei a configuração de vídeo do jogo que foi sugerida e vi como tinha ficado com quase tudo máximo, mas depois vou tentar melhorar o que falta e posto os resultados). Logo, não é um jogo muito pesado. Mas ainda assim é bom notar que quem está jogando o Starcraft 1 no seu PC antigo com vídeo onboard ou no notebook poderá ter sérias dificuldades se instalar o Sc2. Outro detalhe sobre o PC é que o jogo roda em Windows XP, mas a configuração recomendada só fala em Vista e Windows 7. Isto se deve provavelmente ao Direct X. O mínimo suportado é o 9.0c, mas no Vista em diante as funções do DX 10 devem ser ativadas. Ah, e no mesmo DVD vem com a versão para Mac também. Faltou só a versão Linux … Estou usando por enquanto Windows XP SP3, e ficou muito bom. Tenho um PC com Vista mas sem placa de vídeo decente, e quando for possível farei a comparação.

Ao contrário do Sc1, o SC2 só rola se for conectado na Internet. Tem que logar até pra fazer a campanha. O ambiente é todo integrado, com um instant messenger que funciona mesmo no single player, e existe até a opção de logar no Facebook para importar contatos. Em compensação, pode guardar o DVD na estante, pois ele não é necessário para jogar. A interface é excelente, e conseguiu  se manter simples mesmo com grande quantidade de recursos disponíveis. Notei imediatamente a ênfase em guardar as conquistas do usuário na conta, uma tendência atual que ajuda a fidelizar o gamer. Não sei ainda se todo o progresso da campanha fica armazenado online, mas eu chutaria que sim, até pelo fato do jogo limitar em apenas um personagem persistente a ser criado, que não pode ser alterado depois. Isso difere bastante o SC 1 e do Warcraft 3, em que se podia criar infinitas contas, mas que não guardavam quase nada e eram excluídas por inatividade depois de alguns meses. Então pense bem no nome que vai cadastrar.. aqueles nomes engraçadinhos de trocadilhos podem parecer patéticos depois de um tempo. Para quem conhece o Age 3, é o mesmo esquema. Tenho sentimentos contraditórios com relação a isso, prós e contras, etc. Mas de qualquer modo, escolhi um nome simples e neutro, fiquei até surpreso de estar disponível, e espero não me arrepender.

Tanto a interface quanto o jogo em si estão muito fiéis ao jogo original, e isso deve agradar muito os fans históricos da série. Foi uma boa renovação, sem perder a tradição. Um equilíbrio perfeito com as novidades e evolução técnica. As facções são as mesmas, as unidades em grande parte também. Como os gráficos melhoraram a fluidez da movimentação é muito melhor, pois o Sc1 nem era 3D. Venceu o bom gosto. Ainda sobre interface, na campanha é interessante explorar bem todos os objetos que estão na cena do bar. Passando com o cursor pode-se identificar quais são interativos. No player por exemplo pode-se trocar a música, as notícias da TV são sensíveis ao ponto que se está na campanha, e por aí vai.

Em resumo, quem adorava o SC1 provavelmente vai se emocionar com o Sc2. Tem tudo pra ser mais um sucesso da Blizzard, e o título RTS que estamos precisando para movimentar esta modalidade, que está meio parada e fragmentada em vários jogos ou antigos ou abandonados pelo desenvolvedor. Quanto a este último ponto, quem resolver embarcar no SC2 pode contar com o histórico da Blizzard de qualidade e em manter o suporte por décadas (vide SC1 e Warcraft 3).

Starcraft 2: novidades sobre preços e formas de pagamento

julho 22nd, 2010

Complementando o que foi dito no post anterior sobre o lançamento Starcraft 2, mais algumas informações sobre os preços e formas de pagamento do SC2 em território nacional. Primeiramente, segundo uma notícia do portal G1 Tecnologia, haverá sim a possibilidade de pagar mais R$ 70,00 e fazer o upgrade da versão limitada para ilimitada. Esta era uma dúvida colocada neste post anterior, no qual tinha assumido a pior hipótese de que não haveria esta possibilidade. Um alívio, mesmo para mim que já estou decidido pela ilimitada, pois seria uma decepção ver a Blizzard cometer um equivoco desses.

Este upgrade se dará pelo site, utilizando cartão de crédito. E mais, quem preferir a mensalidade depois dos 6 meses, esta será em torno de R$ 10,00. A versão completa custara em torno de 105,00 reais. Achei os preços bem honestos e condizentes com o histórico de jogos de qualidade por aqui.  E lembrando, faltam apenas 6 dias para o lançamento oficial.

Poucos dias para o lançamento de Starcraft 2

julho 16th, 2010

A tão aguardada continuação de Starcraft está prevista para 27 de julho de 2010, daqui a pouco mais de 10 dias. A esta altura a maioria dos fans já estão sabendo dos fatos básicos: no Brasil será vendida por R$ 49,00, com direito a 6 meses de uso. E isto tanto para o single player quanto para o multiplayer.

Mais alguns detalhes acabam de ser revelados: será possível comprar e baixar a versão ilimitada, igual a que é vendida no resto do mundo, pela loja online da Blizzard. E haverá também uma versão para colecionador. Veja abaixo a caixa do jogo, na qual diz explicitamente: “inclui 6 meses de jogo individual e jogo em grupo”. Depois de 6 meses para tudo, até o singleplayer.

Starcraft 2 - Wings of Liberty

Starcraft 2 - Wings of Liberty

Depois de 6 meses o gamer terá que comprar mais tempo pelo site, extensões de mais 30 ou 60 dias. Não li em nenhum lugar se haverá possibilidade de upgrade da limitada para a ilimitada depois da compra, então eu assumiria que não.

Ora, minha experiência como jogador de RTS é que 6 meses não dá pra nada. Ou melhor, se o jogo for realmente bom, e tudo indica que será, 6 meses é muito pouco, e com certeza var deixar com vontade de jogar mais, e pagar mais. Outro ponto a levar em conta é que a vida útil de um RTS de sucesso é de vários anos. Até hoje se joga Starcraft e Warcraft 3, e principalmente neste último são dezenas de milhares de pessoas online todo dia. Isto depois de 8 anos do lançamento (do War 3 original).  Se ao contrário o jogo for fraco e enjoar em menos de 6 meses, então melhor nem chegar perto, pra que perder tempo com mais um RTS ruim? Um terceiro argumento é que o preço é desporporcional. Ora, como vimos, dá pra jogar um RTS de sucesso da Blizzard online por quase 1o anos pagando um preço médio de 100,00 (custo aproximado do Warcraft 3 na época do lançamento). Então porque pagar metade  disso por apenas 6 meses? Eu, se comprar, vou de ilimitada, mesmo pagando mais.

Asian Dynasties, TAD, recebe patch 1.03

junho 12th, 2010

O Age of Empires III – The Asian Dynasties recebeu este mês mais um patch, o 1.03. Parece que não há alterações de balanceamento. O objetivo deste patch é compatibilizar com a versão de download direto. Mas há dois pontos interessantes nele. Um é que finalmente permite jogar sem o CD! E o outro é justamente a tendência dos jogos recebidos diretamente pela Internet. A Microsoft agora também tem sua lojinha online para download direto.

E a mídia ótica, CD ou DVD, finalmente vai morrendo… parte dos RTS principais já são disponíveis sem CD/DVD. O Stracraft, se fizer o download pelo battle.net, o Warcraft III, depois do patch ou pela bnet também, Company of  Heroes, Warhammer 40K, e agora, o Age 3.  O patch é baixado automáticamente pelo jogo, na conexão com o ESO, ou por download manual, pelo site oficial: http://www.ensemblestudios.com/

Need For Speed Shift: o recomeço

abril 23rd, 2010

Começei ontem, já com atraso, a jogar o Need for Speed Shift. Mais ou menos coincide com a compra (finalmente) de um volante decente, da Logitech (o Racing MOMO), e o Shift, por ser mais realista que os títulos antecessores da série NFS, pede um volante. Comprei o volante por causa do jogo ou o jogo por causa do volante? É difícil dizer, então fica melhor considerar os dois um pacote. A propósito, o volante vai bem nos jogos anteriores da franquia NFS também. Já testei no Most Wanted, no ProStreet e no Undercover, em todos com ótimo resultado, mas é no ProStreet e no Shift que ele se mostra realmente necessário. De fato, um dos motivos de demorar a começar estes dois jogos foi justamente a falta de um volante que prestasse. Uma dica: não economize demais no volante, pois a economia sai caro. Antes deste Logitech tentei um Leadership Gamer, que não deu nem pra começar, um gasto inútil. Outra dica, os pedais são imprescindíveis.

O “recomeço” do título deste post tem dois sentidos. Um é o meu próprio recomeço em jogos de corrida depois de várias anos quase parado. O outro é o recomeço da franquia NFS. No Shift mudou a desenvolvedora, que antes era a própria EA e agora é a Slightly Mad. E muda a proposta para algo mais voltado para simulador que arcade. No fundo estes elementos já apareciam no ProStreet, que acabou não sendo o sucesso que a EA esperava. Mas a proposta é mais ou menos a mesma, só que indo mais adiante no realismo. O fato é que ainda é possível sim escolher o modo “CASUAL”  no Shift e pilotar no teclado ou no gamepad. Mas sinceramente, eu acho isso um desperdício de tempo e dinheiro, pois acaba com o desafio principal do jogo, que é a dificuldade de pilotar sob as condições físicas da pista e do carro. Para quem prefere jogar assim é melhor continuar enfrentando a polícia ou fazendo customizações sem fim em algum título anterior da série NFS. Que aliás vem sempre alternando entre arcade e simulação, em maior ou menor grau.

Lembro o  primeiro  NFS  que comprei, o “Road Challenge”, que lá fora se chamava “High Stakes”. Ele era bem mais realista do que o que veio depois, com danos, foco em corridas e não em perseguições da polícia, com paisagens com muitos detalhes e profundidade, efeitos de luzes, de chuva, folhas e fumaça perfeitos. Eu estaria jogando ele até hoje, mas com um upgrade de placa de vídeo perdi toda essa perfeição gráfica. O jogo era fortemente amarrado nas bibliotecas “glide” das placas Voodoo, da extinta 3dfx. Quando troquei para a placa ATI o jogo ficou um lixo, embora esta tivesse muito mais poder de processamento. Acabei doando ele a outra pessoa, que por sinal tinha uma placa Voodoo. E mais, (pelo menos a versão que eu comprei)  só funcionava até o Windows 98 SE, no Windows XP nem com modo de compatibilidade. Não houve nenhum update do jogo para o XP ou para as placas ATI e nVidia. Hoje eu vejo o Road Challenge (High Stakes) sendo vendido em um pack com coleção NFS, mas será que eles resolveram esses dois problemas?

O título que eu joguei a seguir (pulando alguns) foi justamente o Underground, com foco em customização e tuning. O Underground 2 foi uma continuação do anterior,  mais ou menos a mesma proposta, com a grande diferença do mundo aberto. Aqui o realismo chega no mínimo em todos os aspectos: customizações desnecessárias e/ou bizarras e pilotagem sem compromisso com danos no carro ou manobras bem feitas. Tudo se resolvia com o botão de nitro e a seta pra cima pressionada sempre, e o desafio do jogo era muito baixo. Dizendo assim parece uma crítica, mas o fato é que eu me diverti muito com esses dois jogos na época, embora hoje não faça mais tanto sentido. O título seguinte, Most Wanted, retoma as perseguições de polícia de uma forma que eu acho até exagerada. A customização ganha uma razão de ser, se esconder da polícia. Tudo acaba girando em torno disso, o que as vezes se torna muito cansativo e frustrante. A parte gráfica investe no realismo, mas a pilotagem não. A seguir temos o “Carbon”, que tenta uma volta às corridas noturnas, mas com poucas novidades, e acabou ficando bem inferior ao anterior em receptividade. O toque de realismo aqui é a divisão em três classes de carros, tuner, muscle e exotic, com comportamentos bem distintos. Agora pilotar um muscle car como um Mustang antigo dava muito mais trabalho.

A mudança mais radical vem com o ProStreet. Não foi sucesso de público nem de crítica. Mas na minha opinião, houve vários méritos nesse jogo. Me arriscando a ser linchado, talvez seja um dos melhores NFS pré-Shift, ao lado do Most Wanted, cada um no seu estilo. Mas reconheço que ele é tão diferente dos anteriores que os fans do estilo anterior, dificilmente iriam gostar dele. É bem verdade que alguns erros de jogabilidade do ProStreet acabaram por abalar a reputação do jogo. Já comprei o ProStreet muito tempo depois de lançado (na promoção … por causa daquele período parado), e por isso vejo ele de forma fria e crítica, e ainda assim digo, não era tão ruim. O site Gamespot dá 6,5 (em 10) a ele, e eu daria 7 ou talvez mais, levando em conta a diferença relativa com outros jogos. O Underground levou 8 neste mesmo site, o Underground 2 ficou com 7,4, e considero ambos bem piorzinhos que o Prostreet (o Most Wanted teve 8,4).

A seguir temos o “Undercover” que é quase um pedido de desculpas aos público, retornando ao modelo do Most Wanted. De novo posso até ser linchado, mas achei o Undercover melhor que o Most Wanted, por um motivo que comentei antes: menos polícia!  Aqui temos mais equilibrio entre corridas e polícia, foi inserido o sistema de danos e o mapa aberto está maior do que nunca. O ponto fraco do jogo é o enredo, muito bobo, que não prende a atenção mesmo com as cutscenes filmadas com atores reais.  Serve apenas para justificar as infrações de trânsito cometidas, agora em nome da lei. Não deixa de ser uma referência ao personagem infiltrado do Velozes e Furiosos também. E mais uma vez, desde o Underground 1, temos aquela vasta cidade fantasma, sem um único pedestre. Imagino que isso se deva a evitar qualquer situação de atropelamento, que levaria o NFS a se tornar um jogo sangrento, com as conseqüentes restrições e tentativas de censura. Evitaram a polêmica, mas o jogo fica estranho, e a meu ver cada vez mais, a cada edição em que a “cidade fantasma” se repete. Ou seja, é mais uma solução que se desgastou com o tempo. Aliás, jogos como o ProStreet e o Shift não sofrem este inconveniente, pois ninguém é maluco de ficar passeando desntro de pistas de corrida. Mesmo no High Stakes não parecia tão estranho, pois os cenários eram fora do perímetro urbano, onde normalmente há muito menos gente andando.

Apesar disso, no momento o Undercover  é a minha escolha preferencial de jogo de corrida para mundo aberto e o Shift para simulador em pistas. E como opções secundárias o Most Wanted e o ProStreet, apenas para variar. Para o futuro da franquia NFS, o Shift ainda não tem sucessor na área de simulação, mas os jogos em mundo aberto poderão ser muito bem substituídos pelo NFS World Online, uma espécie de MMO de corrida, ainda a ser lançado.

Relendo este post para revisar noto que tenho muita experiência em NFS, mas pouca em jogos de corrida em geral, e menos ainda em simulação. Agora, finalmente de posse do meu volante, talvez me aventure em outros jogos dentro do segmento simulação. Alguém teria alguma sugestão de título para começar?

EA libera os dois primeiros Command and Conquer da série Tiberium para download gratuito

fevereiro 14th, 2010

O lançamento do próximo “Command and Conquer – Tiberium Twilight” , o quarto da série “Tiberium”, está próximo (previsto para meados de março). Nele veremos mais um capítulo da saga do lider Kane e seus fanáticos contra os exércitos da GDI. A estória é uma continuação do não tão antigo Command and Conquer 3 (Tiberium Wars e Kane’s Wrath), de 2007-2009. Mas quem perdeu dos dois primeiros títulos, que começam em 1995, agora não tem mais desculpa para não conhecer toda a história deste universo paralelo. A EA acaba de liberar o download gratuito dos dois primeiros jogos: “Command and Conquer: Tiberium Dawn”, e mais o segundo e sua expansão: “Tiberium Sun” e “Firestorm”. Os downloads podem ser encontrados neste link da página oficial do CnC:

http://www.commandandconquer.com/classic

Nesta página também está disponível o download do primeiro Red Alert. Para garantir, já fiz download dos dois primeiros Tiberium. Quem decidir baixar certifique-se antes de ter um bom gerenciador de downloads ativado (como o BitComet por exemplo, que além de P2P também é ótimo para isso). Os arquivos são grandes e em caso de parada é sempre bom poder recomeçar.

Algumas curiosidades sobre estas versões. Eles ainda estão com a marca da antiga desenvolvedora, a Westwood Studios, que foi depois adquirida pela EA. Os gráficos são bem da época, pois os dois jogos são antigos e deve-se dar o devido desconto. O primeiro é completamente 2D, e o segundo é 2D com uma perspectiva 3D semelhante ao Age 2. Em compensação, estes títulos rodam em qualquer máquina. Quem é fan do CnC e de RTS em geral não deve se importar muito com gráficos datados. O CnC original, que pode ser baixado agora, foi um dos títulos mais influentes para definir a modalidade RTS. Pode-se notar no entanto que mesmo com poucos recursos gráficos o jogo não abria mão desde o início das cenas gravadas com atores reais (cut scenes). Abrindo um parentesis sobre isso, abaixo imagem de uma Cutscene na qual Kane aperece em uma cena de outro universo parelelo, o do Red Alert (logo atrás do Stalin)! Será que isso vai ser aproveitado em algum roteiro no futuro, como uma junção entre o Tiberium e do Red Alert?

Kane_with_Stalin

Pode-se notar que o download do primeiro CnC vem dividido em dois CDs (no caso os ISOs, que tem que ser queimados em mídia ou montados em drive virtual). Sim, é isso mesmo, na caixa do jogo original vinha um CD para cada campanha, e com um detalhe interessante. Quem comprava apenas uma cópia podia jogar com um amigo em rede no multiplayer, cada um com um dos CDs, tudo legalmente. Isso já foi formando a personalidade multiplayer do CnC (e do RTS) desde sua origem.


Open beta do Command and Conquer 4 está disponível

fevereiro 1st, 2010

CnC4PublicBetaGamespot

O período open beta do ‘Command and Conquer 4: Tiberium Twilight’ já começou. Para ter acesso, é preciso estar cadastrado no serviço Gamespot (muita gente já está, já que ele é uma das formas mais fáceis de obter patches, depois que eles agregaram o site 3dgamers).   Este é o link para acesso direto ao beta. O C&C4 promete ser o capítulo final do segmento Tiberium do C&C e da saga do Kane.

Iniciada migração do blog Tecnolimits

janeiro 13th, 2010

O blog Tecnolimits está sendo migrado para um novo servidor. Durante este período coisas estranhas podem acontecer… Particularmente quando começar o processo de migração dos DNSs.

A propósito de DNS, além dos problemas de segurança, um dos fatores que apressaram a migração do blog é que recebi hoje um email avisando que o serviço de  DNS que venho  usando pelos últimos 4 anos, o EveryDNS, foi vendido. Dizem que nada mudará imediatamente, e que se for o caso seremos avisados.  Achei melhor não esperar. Realmente é uma pena a venda do EveryDNS.

Blog TECNOLIMITS sofre ataque de segurança

novembro 20th, 2009

Fui alertado por alguns leitores ontem, 19 de novembro, de que a página do blog tecnolimits estava redirecionando para outra página de um determinado twitter. Depois de um tempo entre 30 segundos e um minuto o site era redirecionado. O problema foi observado no Internet Explorer e no Firefox. Este comportamento não foi programado pelo tecnolimits: houve ataque de segurança contra o site, e provavelmente contra todo o sistema do blogger.

Não vou citar qual o twitter para não dar ainda mais propaganda gratuita a quem fez o ataque. O twitter em questão não tem nenhuma relação com este blog. Trata-se, como foi dito antes, de prática não autorizada, mal intencionada, para obter alguma vantagem, que pode ser desde propaganda até de invasão de outros sistemas. De qualquer modo, deve-se esclarecer que se algo foi hackeado foi o blogger, onde o tecnolimits está hospedado, ou algum dos widgets aprovados por ele.

Pesquisando na internet descobri outros usuários com problema semelhante. Horas depois do ataque, testei a página e a alteração havia desaparecido. Peço para quem puder que avise de qualquer comportamento não esperado no blog. O tecnolimits não redireciona automaticamente para nenhuma outra página.

Android 2.0: O vídeo oficial

outubro 28th, 2009

Agora eu quero um desses, não aceito nada menos…

Mais um Windows

outubro 28th, 2009

O Windows 7 chega ao mercado agora, e eu me pergunto: qual seria a vantagem de trocar meu Windows Vista? Devem existir vantagens, mas elas são suficientes para justificar o preço e o trabalho do upgrade? Comprei o Vista porque ele realmente apresentava novidades: suporte ao DirectX 10, mais segurança, a versão Ultimate já vinha com o DVD do sistema de 64 bits, finalmente libertando o limite de endereçamento de memória, tinha também a bela Interface Aero, etc. Mas e o W7, promete o que? Corrigir supostas “falhas” do Vista, ser mais leve, mais rápido, etc. Não é algo que me entusiasme muito. Já tenho um PC que roda o Vista com agilidade.

É sinal dos tempos. O próprio Vista, se analisado com cuidado, não era tão revolucionário assim. Dois anos depois de uso do Vista vejo que o DX 10 não foi tão importante assim para os jogos, e que com o costume a interface Aero me parece apenas mais uma interface bonitinha. Quando por algum motivo eu preciso usar um PC com XP e depois volto ao Vista, não sinto mais tanta diferença com a interface. Ela existe, só não é mais tão visível. De concreto mesmo tem a migração para 64 bits.

Na minha opinião o lançamento de grandes versões de sistemas operacionais como se fossem um novo produto se tornou algo anacrônico. Nem justifica as caixas de papelão e plástico no qual vem embalados. Não é um novo produto, e sim uma versão do mesmo. Pensando bem, sempre foi um inconveniente, mas pelo menos as alterações eram grandes o suficiente para dar a idéia de que era um novo produto.

Para o usuário seria mais interessante pequenas versões incrementais, mais frequentes, que incluissem o que fosse novo: drivers para dispositivos, etc. Eventualmente seria necessária uma mudança radical, mas neste caso deveria haver um motivo técnico para isso, e não apenas de mercado. Algumas versões de Linux já utilizam uma política parecida. A cada 6 meses ou 1 ano uma pequena versão nova. E sem precisar sair de casa para comprar uma caixinha de acrílico.

Refrigeração de PCs e o gabinete Gamer II Blue Eye: ainda é uma boa escolha

outubro 19th, 2009

Recentemente tive um problema refrigeração em PC que me fez exercitar todas as boas práticas recomendadas nesta área. A máquina tem uma placa M2N-SLI Deluxe, Althon 64 X2 com TDP de 95W, com cooler box, GeForce 8800GTS, 3 HDs, fonte Seventeam de 600W. O gabinete era um Maxxtro Aries, já com cooler na frente de 12″ e traseiro de 8″. É uma máquina usada pra jogos, e existe a ambição de realizar algum overclock nela. Só por esta descrição já dá pra sentir que algo deveria dar errado, pois é muito hardware para uma solução de refrigeração genérica. Mas vamos ver os passos para solução, que no final comprovaram esta suposição.

1) Identificação dos sintomas: a temperatura de processador passando do nível máximo, e a da placa mãe logo atrás, perto do máximo. Sem a tampa lateral as temperaturas continuavam altas, mas sem ultrapassar. Mas note que isso foi testado no inverno (do Rio de Janeiro). Usar a máquina sem a tampa não é solução aceitável para mim.

2) Tentei arrumar melhor os cabos. Na realidade já estavam razoavelmente bem arrumados, e não havia muito o que fazer. É uma prática que já adoto por padrão. Nenhuma melhoria visível na temperatura, mas pelo menos ficou bonito…

3) Tentei identificar os componentes mais culpados pelo aquecimento: Talvez pudesse abrir mão de algum deles. Pensei logo nos HDs. 3 HDs com certeza geram mais calor que 1. Só que deixando só um HD o problema persistia. Ou seja, nestes casos, só testando que se pode saber com certeza, a intuição sozinha não resolve. Pra encurtar a história, a placa de vídeo era a principal culpada. Trocando por uma placa de vídeo menor (testei a GF 9400), a temperatura ficava dentro dos limites. Mas como é uma máquina usada pra jogos, não poderia abrir mão da 8800GTS e deixar a 9400, que tem uma performance muito pior.

O processador podia ter TDP menor, de 65 ou até 45 W. Sim, mas olhando no mercado, são muitos processadores neste nível de dissipação, ou seja, 95 W também não é nenhum exagero. E no final fiquei com uma dúvida com relação à placa mãe M2N-SLI Deluxe, com o seu sistema de dissipação passivo. Ele é muito bonito, com aquele tubo de cobre brilhante cruzando o meio da placa, mas a temperatura do chipset estava no limite default do BIOS e do Asus probe. De qualquer modo, é apenas uma suspeita. Conclusão dessa etapa: não daria pra retirar nada que pudesse melhorar a temperatura. Podia tentar consolidar os HDs em 1 maior, mas não iria adiantar.

4) Como a temperatura do processador estava estourando com mais frequencia, passei para a troca do cooler do processador. O escolhido foi um Coolermaster Hyper TX3. Realmente adorei o TX3. Silencioso e eficiente, a temperatura do processador nunca mais passou do limite. Mas a do chipset … A temperatura do chipset não chegava no limite porque a do processador chegava antes. Agora sem este limitador, ela ia embora.

5) Voltei o foco pro gabinete. Desde o início este gabinete Maxxtro parecia destoar do resto do PC. Mas eu queria ter certeza disso, e saber porque. Por isso testei tudo e deixei o gabinete para o final. Na verdade, desde que começou este problema lembrei com saudade do gabinete Blue Eye que eu tive alguns anos atrás, que foi o que resolveu o aquecimento de um certo modelo de Pentium 4 que também aquecia em excesso. Vendi este gabinete junto com um PC, com o mesmo Pentium 4. Afinal eles eram a combinação perfeita, nos outros gabinetes que testei, mesmo alguns bem mais caros, o processador sempre entrava em throttling. Bom, mas também não iria escolher um gabinete agora com base num fato de 4 anos atrás. Vamos pesquisar as soluções atuais, deve existir coisa melhor agora…

A primeira coisa que eu fiz foi testar um gabinete que já tenho, um Colermaster Centuriom 5. Bem mais caro e de melhor acabamento que o Maxxtro, não resolveu nada. Várias pesquisas na Internet sobre gabinetes, idas ao Ed. Av. Central, e pesquisas de preços depois, encontrei algumas opções. Uma que me chamou a atenção foi o CoolerMaster nVidia. Se eu não tivesse restrições de orçamento teria comprado esse. Encontrei outros 2 ou 3 interessantes mas que não achei pra vender aqui. E me deparei com o próprio Blue Eye, em um artigo do site Clube do Hardware, falando bem da capacidade de refrigeração e no final colocando-o como produto recomendado. Isso bateu com a minha experiência pessoal anterior. Para quem rejeita a marca Leadership, é interessante notar também que este gabinete é projetado e fabricado por outra empresa, a AeroCool, especializada neste tipo de produto, e fornecido em OEM para a Leadership. ( http://www.aerocool.com.tw/ )

Bom, passei a considerar o Blue Eye novamente. O preço agora, por ser um modelo antigo, estava bem menor, na faixa de 200,00, 1/3 do Coolermaster nVidia. É engraçado que o primeiro Blue Eye eu comprei mais por causa do visual, mas agora ele me parece meio “espalhafatoso”, enfeitado demais, aceso demais… Depois do primeiro Blue eye passei a comprar gabinetes mais sóbrios, embora ainda com estilo. Bom, só que pra não pagar 3x mais só pelo estilo sóbrio, comprei o Blue Eye mesmo. Montei a máquina nele, olhei o Asus probe e, que alivio, aproximadamente 10 graus a menos no processador e no chipset. Testei todos os programas de stress e não consegui fazer as temperaturas chegarem no limite. Beleza, problema resolvido, usando um gabinete feinho de 4 anos atrás.

Na verdade, pra quem rejeita o visual casemod extremo, é muito fácil tornar o Blue Eye mais driscreto. O mais fácil é simplesmente remover a tampa frontal dos drivers, que na minha opinião é a única parte realmente feia desse gabinete. Basta simplesmente colocá-la em uma posição 45% aberta e puxar para cima que ela sai sem nenhum esforço. Isso já muda completamente a cara do gabinete e o torna visual mais “leve”. Esta tampa frontal não proteje quase nada, e dificuta um pouco o acesso ao DVD e ao botão de ligar (e ao de reset também). A única utilidade que consigo pensar para esta tampa é justamente protejer os botões de ligar e reset, mas dependendo da pressa, essa utilidade é justamente o problema. Bom, não joguei a tampa fora, só a deixei de lado, de vez em quando eu a coloco lá. Como acabei me reacosumando com o visual gamer, parei por aí. Mas quem quiser pode trocar a grelha lateral de caveira por outra padrão que custa 10 reais. Os leds azuis podem ser removidos trocando os coolers (e ele não faria mais juz ao Blue do nome…). E tirarando a alça de cima, aí o estilo fica quase “careta”, salvo apenas pela turbina frontal que não dá pra esconder. Mas essa turbina, diga-se de passagem é o grande trunfo técnico do Blu Eye. Vejamos porque.

Saindo da estética e voltando à refrigeração, a “turbina” na realidade é meio estética sim, mas não completamente. O efeito de turbina nada mais é do que um conjuto de pás que giram impulsionadas pelo fluxo de ar do fan de 12″ frontal. Este fan é que realmente coloca ar pra dentro, as pás são puro apelo visual. Mas ainda assim o fato é que, ao contrário da maioria dos gabinetes, aqui a abertura para entrada de ar frontal é quase completa, está liberada. Note que nos gabinetes mais convencionais existe um fan dianteiro, mas na frente dele geralmente existe uma chapa com alguns furos (mais chapa que furos), uma grade, uma espuma, a tampa da frente (muitas vezes sem furos!), etc. Quer dizer, tudo isso limitando a entrada de ar.

No Blue Eye, não, só existe uma grade bem aberta na frente da turbina (mais furos que metal). As pás da turbina, que como foi dito são estéticas, são também uma solução genial para esconder as pás enormes do fan de 12″, não tão bonitinhas, sem prejudicar a entrada de ar. Resumindo, basta por a mão na frente para sentir o fluxo de ar intenso. Coloque a mão na frente do seu gabinete, na posição do fan dianteiro, e se sentir algum leve fluxo de ar pode até ficar feliz, pois não é dos piores, mas é privavel que não sinta ar nenhum passando. Além disso em comparação com o Maxxtro, por exemplo, o Blue Eye tem mais espaço interno para a circulação de ar. Ele é mais largo, 20 cm contra 18,4 do Maxxtro. E por fim, outros detalhes como antradas de ar nas tampas, abertura maior no fan traseiro e lateral também, etc, tornam o Blue eye bem mais eficiente do ponto de vista térmico. Problema resolvido e entendido.

Quanto ao Maxxtro Aries que sobrou, vou utilizá-lo para fazer casemod de verdade, e não o comprado pronto como o Blue Eye. Não é só por hobby, vou tentar resolver alguns dos problemas que falei antes, removendo os obstáculos à entrada e saída de ar. A solução não é tão difícil, basta serrar a chapa na posição onde estão os furos e aparafurar uma grelha. Na traseira vou trocar o fan de 8″ por um de 9. Depois com calma vou tentar abrir uma janela de acrílico na lateral (isto sim, só estética). Só que com certeza não vai ficar tão bom quanto o Blue Eye, pois o Aries tem limitações, como a largura e consequentemente o espaço interno por exemplo, que só fazendo outro pra eliminar. As dicas aqui são a ótima relação custo benefício do Blue eye neste momento e, mais genéricamente, para jamais desconsiderar a importância do gabinete em PCs de alta dissipação termica.

ScummVM

setembro 30th, 2009

Testei a ScummVM no Ubuntu 9.04, com o jogo “Day of The Tentacle”, e funcionou perfeitamente. Terminei o jogo sem nenhum problema. Recomendo sem reserva. Agora vou tentar o “Full Throttle” e o “The Dig”.

O ScummVM é um software nativo linux que substitui a engine dos jogos de aventura da LucasArts da decada de 90, o SCUMM – Script Creation Utility for Maniac Mansion. O programa lê os arquivos de dados originais com o conteúdo do jogo.

Site: www.scummvm.org. O site tem o download do instalador do ScummVM e instruções de como instalar cada jogo, copiando os arquivos dos CDs. No Ubuntu a instalação do ScummVM é simplesmente duplo clique no arquivo .deb baixado do site. Depois pode-se procurar o jogo desejado na lista do site e verificar quais arquivos do CD original do jogo precisam ser copiados para uma pasta no HD. E finalmente, dentro do ScummVM basta apontar para este diretório para incluir o jogo. O site é muito bem documentado, mas para os apressados, a tecla F5 dentro do jogo acessa os comandos de save, load e quit.

"Moto-Android"

setembro 10th, 2009
Pela tradição de nomes da Motorola, bem que ele poderia se chamar “Moto-Android”… mas o nome do primeiro smartphone da parceria com a Google, quando for lançado no quarto trimestre deste ano nos EUA, deverá ser “Cliq” neste país,e “Dext” no resto do mundo.

Pela foto (abaixo) o aparelho parece à primeira vista ser um conjunto visualmente agradável e prático, e segue um layout já consagrado para esta classe de celulares. O teclado deslizante tem teclas grandes, o que confirma a propostado aparelho de integrar acesso a redes sociais do Facebook e Twitter. A câmera incluída é de 5 megapixels.

Com este lançamento a Motorola tenta sair da crise que a divisão de celulares da empresa vem enfrentando, com seguidos prejuizos. Depois das apostas equivocadas e falta de rumo dos últimos anos, esta pode realmente ser a primeira boa notícia vinda da empresa em muito tempo.
Em uma escala de interesse despertado de 0 a 5, eu daria um 4 para a novidade. Não mais porque não será o primeiro Android. E não menos porque afinal é mais um player importante neste mercado, e porque deve trazer mais maturidade à plataforma. A conferir depois do lançamento a nota para o produto concreto.

BattleForge: RTS, MMO ou Card Game?

julho 1st, 2009

No que dá a fusão das categorias de jogos RTS, MMO e Card Game? Basta jogar o Battle Forge (BF), produzido pela EA/Phenomic, pra conferir. Ele é tudo isso ao mesmo tempo. E o que é melhor, dá pra jogar de graça. Inicialmente vendido como título comercial, agora a versão client é grátis, chamada “Play4Free”, com direito a toda a funcionalidade liberada. Sendo um jogo de excelente acabamento gráfico (incluindo suporte a DX10), e acesso aos servidores MMO, como eles sustentam o jogo? Bom, basicamente, com a venda de BattleForge points… se continua confuso, leia abaixo!

No BattleForge o RTS funciona todo na base das cartas. Cada carta corresponde a unidades, construções ou poderes. O jogador constrói decks de até 20 cartas, podendo misturar as cartas de várias facções (embora me pareça ruim misturar mais de 2). Cada uma das quatro facções, Frost, Fire, Nature e Shadow, tem uma cor (azul, laranja, verde e roxo, respectivamente) e um conjunto de cartas desta cor. Então cada jogador pode ter forças completamente customizadas, e com isso surpreender o oponente, evitando as tediosas receitas da maioria dos RTS.

O estilo de jogo é rápido, comparável aos demais RTS atuais. As unidades são evocadas instantâneamente, em qualquer área do mapa sob controle, e os prédios e spells também. Existe um tempo para as unidades adquirirem força máxima. A economia se restringe a dominar fontes de energia, fazendo uma construção neste ponto. Eles fornecem energia em taxa constante, sendo este o único recurso. A tecnologia evolui com o domínio dos “Orbs”, um outro tipo de construção, o monumento, que possui uma esfera de uma das cores das facções. Funciona assim: cada carta requer para ser ativada uma quantidade de energia, que será consumida, e como pré-requisito requisito o domínio de um ou mais Orbs, de cor específica da facção e em número total de orbs. Ou seja, é crucial dominar estes pontos do mapa para melhorar as forças, defendê-los e tentar tomar os do adversário. Lembra Warhammer 40.000 e Company of Heroes. Não existe o tradicional modo skirmish, o que reduz a importância da IA. Em compensação existe uma espécie de arena, para se testar as cartas contra os oponentes, como se fosse um laboratório.

Até agora tudo parece um RTS. Mas ai éntra o lado MMO: primeiro, toda a evolução do jogador é registrada online, de forma persistente. O jogo é dividido em PvE e PvP, como nos MMORPGs. O PvE (player versus environment) é a campanha, que tem cenários singleplayer e cooperativos para dois ou quatro jogadores. Mas só acessível online, como nos MMORPGs. E o modo PvP, jogagor contra jogador, com direito a ranking e ELO rating. Outra semelhança com o MMORPG são os itens e gold recolhidos durante as partidas. O gold não foi mencionado como recurso do RTS porque ele realmente não é usado durante as partidas. O gold serve para upgrade de cartas e pagar taxa de envio de mensagens. Os upgrades permitem melhorar as cartas e elevar o level do deck. Não se recebe cartas como prêmios nas partidas, apenas upgrade de cartas.

E por fim, temos o lado o card game do BF. Ao comprar o jogo em versão retail, recebe-se uma quantidade de Battleforge points, usada para comprar cartas, que serão agrupadas em decks. Começando pela versão Play4Free (a gratuita), obtém-se inicialmente 32 cartas, o que é bem menos do que se podia comprar na versão paga, e nenhum BF point. Os BF points são a moeda do jogo, com a qual se pod obter cartas ou pacotes especiais de cartas, os booster packs e tomes. Na verdade, a caixa original do jogo se tornou apenas um pacote de BF points. O que não é tão ruim, pois os BF points continuam tendo o mesmo valor e sendo vendidos. A idéia é que os jogadores colecionem as cartas e procurem aquelas mais importantes para as suas estratégias. O jogo tem uma seção trade, na qual se pode leiloar as cartas desnecessárias. Além disto, a negociação pode ser direta entre usuários, anexando as cartas ou gold no sistema de mensagens dentro do jogo.

Por fim a última novidade: o jogo ficou gratuito. Na realidade, ao que parece a EA resolveu focar na venda dos BF points, ou de pacotes de cartas, o que dá no mesmo, pois a única forma de adquirir cartas oficialmente é com BF points. De novo, é um modelo parecido com RPG, como o WoW, onde o cliente do jogo é gratuito, e paga-se apenas mensalidade. No battle forge não há mensalidade também, mas espera-se que o usuário se sinta tentado a comprar os BF points para progredir mais rapidamente adquirindo cartas. A diferença entre comprar a versão retail e a Play4Free é descrita abaixo. Em teoria, o jogador Play4Free pode ter acesso a tudo, embora com mais dificuldade.

Ao baixar a versão Play4Free o jogador ganha 32 cartas, e nenhum BF point. O jogo vem parcialmente bloqueado até que o usuário chegue a level 4 no PvE ou level 10 no PvP. Isso não é difícil, obtive em umas 4 horas. A partir daí a única diferença da versão retail é que tenho zero BF points. Mas os BF points adicionais podem ser adquiridos do site do jogo, da mesma forma que os usuários pagos, ou pela venda de cartas, no sistema de leilão do jogo. As cartas por sua vez são distribuídas em quantidade muito diferente. Com isto elas se classificam como comuns, incomuns, raras e ultra-raras. Um site que descreve todas as cartas é o http://www.bfcards.info/. Nem é preciso dizer que quanto mais raras, maior o valor obtido no leilão. O próprio leilão é mais uma dimensão do jogo.

Inicialmente a venda de cartas no leilão para quem entra via Play4Free não faz sentido, já que se recebe o mínimo, e o valor destas cartas é mínimo também, pois são muito comuns. Mas há como negociar cartas com usuários por fora do leilão, trocando por gold, por exemplo, e não por BFP, e enviando a carta e o gold pelo email do jogo (com certo risco, pois pode haver calote de uma das partes. O leilão, ao contrário, é garantido). Você pode enviar (e receber) carta ou gold para qualquer usuário. Resumindo, a diferença é que o usuário pago recebe um generoso pacote de BF points e o Play4Free não. Este último pode continuar sem pagar indefinidamente, tentando obter as coisas de graça dos outros jogadores, ou em troca de gold, ou partir para adquirir BF points adicionais no site da EA. Mesmo o jogador pago pode precisar de BF points, pois o pacote inicial também não dá pra comprar tudo. A compra de BFPs no site da EA requer cartão internacional ou Paypal. Existe um pacote de pontos vendido em lojas, mas não no Brasil. Na verdade existe todo um mercado paralelo de sites e até comunidades no Orkut que vende pontos, cobrando por depósito em conta, etc. Neste momento já devem existir pessoas se dedicando ao “gold farming” de BFPs… Basta entrar no jogo para começar a receber as mensagens de propaganda pelo chat. Eu particularmente não gosto deste tipo de solução, mas pode ser uma opção para quem não tem cartão internacional.

É certamente um jogo inovador em vários sentidos, tanto na fusão de modalidades como no modelo de negócios. Liberando o jogo para download, a EA consegue uma boa população online inicial, o que é fundamental para o sucesso de qualquer MMO. E na verdade dá pra se divertir um bom tempo via Play4Free, como comprovei. Os mais entusiamados podem continuar colecionando cartas, na base dos BF points, o que equivale a comprar um título + expansão. Os mais viciados ainda comprarão os “tomes” mensalmente (não necessáriamente desenbolsando dinheiro real com isso, pois pode-se lucrar BF points apenas negociando as cartas dos tomes). É interessante que no BF existe um segmento de preço para cada nível de comprometimento que o usuário deseje ter com o jogo, e não um custo único. De qualquer modo, se tudo isso der certo e a EA conseguir convencer parte dos jogadores de RTS a aderir a um sistema de custos que não seja compra de caixa + 1 ou duas expansões, pode ser o início de uma nova era no segmento RTS.

Pegue o client do jogo em http://www.battleforge.com/.

McLaren Controlada pelo Celular

março 11th, 2009
Com relação à primeira parte, não consigo imaginar uma forma melhor de aproveitar a hora extra no final de semana. Já a última parte, assistam e vejam se é viável!

Edição especial da PC Gamer dedicada ao Warhammer Online

janeiro 12th, 2009


A PC Gamer lançou nestas férias de 2008/2009 uma edição especial 100% dedicada ao Warhammer Online: Age of Reckoning (WAR). São artigos exclusivos dos desenvolvedores, trechos dos guias oficiais, desenhos artísticos e até um código para um item eclusivo no jogo (um baralho que altera as estatísticas do personagem). O título “The ultimate Guide to … ” pode até ser um tanto exagerado, mas com certeza é um material imperdível para quem é fan do WAR. Aqui no Brasil pode ser encontrado na FNAC. 

A vingança do suporte: Stack the Memory

dezembro 16th, 2008

Upgrade pode ser tema para hip hop? Por incrivel que pareça sim, e o vídeo é bem produzido e bem humorado. Vale a pena prestar atenção na letra da música e nas legendas no meio da tela.

“Computer Friends” [Stack the Memory] by Sniper Twins feat:

Liberdade de escolha, portabilidade numérica e celulares quadriband

outubro 29th, 2008

É consenso que liberdade é algo a ser alcançado. Recentemente uma determinada operadora de celular veiculou campanha contra os celulares bloqueados em nome da liberdade de escolha. Obvio que não há motivo humanitário nisso, trata-se de marketing. Para as operadoras vender celular bloqueado ou não dá no mesmo, já que no final ele será pago de qualquer jeito. O bloqueio serve mesmo é para prender (eles chamam de “fidelizar”, mas “escravizar” também poderia ser utilizado em uma interpretação mais livre) o consumidor a uma operadora. Logo, de modo geral o bloqueio é desvantajoso para o consumidor. Mas agora que estamos prestes a obter a portabilidade numérica, o desbloqueio passa a ser ainda mais interessante.

O que muitos podem não perceber é que além de ser desbloqueado, um celular deve ser compatível com as bandas de freqüência utilizadas pelas operadoras. Este fato não é muito divulgado, e apenas alguns sites de vendas pela Web alertam sobre isso. Em muitos casos isto pode passar despercebido, pois a maioria das operadoras utiliza as mesmas bandas. Mas uma delas, a Vivo, usa as faixas 850/1900 MHz que não é suportado pela maioria dos celulares de preço baixo e médio. Já alguns celulares baratos vendidos pela própria Vivo só usam estas faixas, e portanto não podem ser utilizados pelas outras operadoras. Nem adianta desbloquear.

Então fica aqui a dica. Quem visa usufruir da portabilidade numérica ao máximo, ser correr o risco de ter que trocar de aparelho, pode começar a ler com mais cuidado as especificações de aparelhos. Um aparelho quadriband é o que aceita todas as faixas GSM (850/900/1800/1900) e pode ser usado por qualquer uma das operadoras. Os celulares mais caros, incluindo smartphones, normalmente já são duadriband, mas não custa checar. Mas há também alguns baratos, na faixa de 200 a 300 reais, que também aceitam todas as bandas. Basta procurar. Vide por exemplo Samsung 310L, na faixa de 300 reais, com câmera e rádio FM.

PS2 oficial no Brasil? Em que região?

outubro 28th, 2008

Sim, na revista EGM deste mês (número 81, de outubro de 2008) é noticiado que a Sony planeja finalmente fabricar o PS2 no Brasil. Ou pelo menos planejava antes da crise econômica… Mas digamos que não tenham desistido… :-) Segundo as análises ainda há mercado pra este console no Brasil. Pode até ser. Mas até que ponto faz diferença a esta altura? Porque até agora a importação (legalizada, somada ao contrabando, não legalizado) está atendendo este mercado, e atualmente com preço bem razoável. E também porque aqui no Brasil quase todos desbloqueiam o console. Será que um PS2 oficial seria competitivo aqui?

E isto leva a outro ponto não discutido nas matérias da revista: os jogos oficiais para PS2 vendidos na grandes lojas de departamentos e livrarias até o momento no Brasil, como a Saraiva e a FNAC, são para a região 1 (NTSC-U/C). Quem fez suas coleções de jogos oficiais da região 1 nao poderia jogar num console oficial do Brasil, que é da região 4. A não ser, claro, desbloqueando! A propósito, esta divisão do mundo em regiões de DVD, e dos títulos do PS2, foi mais um dos abusos da indústria eletrônica em cima do consumidor globalizado… Mas também não simpatizo com o desbloqueio, não apenas por ser ilegal, mas porque nunca se sabe com que qualidade é feito (também nem vou aqui entrar no mérito disto, ou seja, do desbloqueio do console ser ilegal. Acho que quem compra um hardware tem o direito de fazer o que quiser com ele!). Enfim, nada disto faz muito sentido, e por isso eu não fico nem um pouco animado com este possível “lançamento” atrasado, apesar de reconhecer o PS2 como um clássico altamente colecionável.

Posso estar comprometendo minha reputação de futurólogo, mas minha intuição é que não vai rolar, ainda mais com recessão à caminho… Mas independente de com vai terminar essa história de PS2 fabricado no Brasil, o que a Sony deveria mesmo fazer agora é tomar vergonha e seguir os passos da Microsoft e lançar a última versão do seu console aqui.

Cartão Game Time para o Warhammer online já está em pré-venda

outubro 13th, 2008


Quem comprou o Warhammer Online: Age of Reckoning pode estar se perguntando como continuará jogando daqui a alguns dias, já que o jogo vem apenas com 30 dias de jogo incluído. Para alívio geral dos fans, a Saraiva já está oferecendo o GameTime Card no site, em pré-venda, para o dia 16/10/2008.

Outra opção seria uso de cartão de crédito (internacional). No entanto segundo a EA, a única forma oficial de pagamento em território brasileiro é o cartão pré-pago.

O cartão custa 49,90, para 60 dias de uso. O que equivaleria, para quem utiliza todos os meses ininterruptamente, a uma mensalidade de aproximadamente 25 reais. A dúvida é se esta cultura do MMORPG pago vai se difundir no Brasil. O último grande RPG online a vir oficialmente prá cá, o Guild Wars, não tinha mensalidade. E nem assim ficou muito pupular, tanto que apenas o original foi lançado no Brasil; as duas (ou três?) expansões não. Já o World of Warcraft (WoW), o maior MMORPG do mundo (em popularidade) nem foi lançado, sob alegação de que o mercado não era suficiente. Os jogadores nacionais de WoW, além de não terem suporte local, tem que pagar por cartão de crédito internacional ou cartões pré-pagos contrabandeados.

Por essas que seria interessante para os fans brasileiros de MMORPGs que pelo menos se consolidasse um número tal de jogadores pagantes que viabilizasse o uso regular e oficial por todos os interessados. E isso só descobriremos a partir do dia 16 de outubro.

Red Alert 3 beta – Lançado patch 1.6

setembro 20th, 2008

A EA liberou o patch 1.6 do Command and Conquer Red Alert 3 beta, que provavelmente será o último. A fase beta terminará em 25 de setembro. Os servidores serão desligados por volta de meia noite no horário da costa oeste dos EUA.

O patch 1.6 resolve pequenos bugs e desbalanceamentos, diferentemente do 1.5, que vinha com uma extensa lista de modificações. Será que os problemas estão acabando mesmo? Aguardemos a versão comercial para confirmar se o jogo ficou realmente bem acertado, e que fases betas públicas são realmente úteis para produzir jogos com qualidade. Se for um sucesso, talvez esta prática se torne comum. Pensando friamente, a empresa coloca os potenciais clientes a trabalhar para ela procurando falhas. Mas observe que jogadores hardcore estão sempre querendo conhecer o jogo o mais cedo possível, o que torna este trabalho gratuito irresistível. E interessa ao também o casual gamer que quer conhecer o jogo antes de comprar, umas espécie de trial.

Valve nega venda para o Google

setembro 18th, 2008

Por mais que seja interessante, a notícia da compra da Valve pelo Google (ver post anterior) não tem fundamentos. Doug Lombardi, da Valve, negou que esteja havendo oferta do Google pela empresa, e diz que os rumores são “completamente fabricados”.

Os argumentos do post anterior aqui do tecnolimits sobre as vantagens da aquisição da Valve pelo Google continuam válidos. Aliás, salta aos olhos que eles, do Google, não tenham visto isso antes. No entanto alguém mais percebeu, e talvez esta seja a origem do boato! :-) Por isto fico na esperança de que os executivos do Google levem a coisa a sério a partir de agora… :-)

Fonte:
Fragland
http://www.fragland.net/news/GoogleValve-rumours-false/19740/

Google estaria negociando a compra da Valve

setembro 17th, 2008

Segundo várias fontes (techradar, The Inquirer, N4G, dezenas de blogs, etc.) a Google está para comprar a Valve a qualquer momento. É uma boa compra para a Google, já que como comentado aqui no tecnolimits por várias vezes, a Valve possui a solução mais consistente para distribuição digital de jogos pela rede atualmente. E como parece ser o momento da virada da distribuição de jogos para este formato, a compra não poderia ser mais oportuna.

E porque teria chegado a hora da distribuição digital pela Internet? Porque o disco ótico ficou desnecessário e caro, da mesma forma como os cartuchos ficaram no passado. Cada vez mais pessoas com banda larga, que está cada vez mais barata, tudo isto somado ao custo e aos inconvenientes dos discos. Para a indústria, os discos são facilmente pirateáveis. Para os usuários, discos são um estorvo, que tem que ser guardado, cuidado, e geralmente colocado no drive a cada vez que se quer jogar. Com a distribuição pela rede, basta colocar os arquivos em servidores para download, utilizando espaço em disco e conexão otimizadas pela economia de escala proporcionada pelos datacenters. É perfeito.

Para os jogadores também é um bom negócio, já que a Google possui recursos e tecnologia para manter e levar adiante melhorias aos serviços da Valve. O Google tem um histórico de renovação tecnológica que promete não retroceder nas facilidades criadas pelo Steam, como poder instalar e jogar em qualquer PC utilizando a sua conta, como também expandir estas facilidades. A própria Valve anunciou recentemente, em maio, um novo serviço para armazenamento dos savegames e profiles na Internet, chamado Steam Cloud, o que permitiria não apenas jogar em qualquer PC do mundo, como também continuar partidas e manter configurações, independentemente da máquina. Ora, isto é totalmente coerente com a filosofia do Google de foco na rede, e não no PC. Espaço em disco e datacenters para isto me parece que eles tem de sobra … Ou seja, Valve e Google tem tudo a ver, e espero que dê certo.

A propósito, o Steam Cloud que foi anunciado pela Valve será gratuito para os assinantes do Steam, e será lançado inicialmente para alguns jogos, como o Team Fortress 2. Vale a pena acompanhar esta história.

DRM do Spore gerando criticas entre os usuários

setembro 16th, 2008

Atualizando o debate levantado no post anterior sobre DRM em jogos para PC, leio hoje artigo no site do Globo comentando que o Spore, revolucionário jogo do criador de Simcity e The Sims, vem gerando insatisfação entre os usuários devido ao limite de instalações imposto pelo DRM. Como previ no post anterior, gamers querem fazer upgrades e trocar de PC, e de preferência podendo reinstalar seus jogos depois! E três instalações é muito pouco, ainda mais levando em conta que existem virus e problemas de hardware, entre outros, obrigando a reinstalar o sistema operacional. Depois de eliminadas as três instalações, é preciso ligar para a EA e mendigar uma nova chance. E aqui no Brasil, só tem número para São Paulo (11) …

No artigo do Globo lemos que a verificação do CD, que também é chata, embora não tão ruim, foi substituída pelo limite de 3 instalações. Segundo a EA: “Nós simplesmente mudamos o sistema de proteção de cópias que usava mídias físicas (que pedia autenticação sempre que você jogava, exigindo um CD no drive) para um método que usa uma autenticação única e online”. Ok, mas para isso não precisava limitar instalações! Uma dica para eles: STEAM. Sem CD e sem limite de instalações, autenticando pela Web. Não precisa nem inventar nada, basta imitar o site da Valve. O Steam, da Valve, é a melhor solução anti-pirataria que conheço, até agora.

Mais uma vez um título interessante e muito aguardado, o Spore, vem com este inconveniente do DRM limitador de instalações. Normalmente eu já teria comprado o Spore, legalmente, pagando R$ 100,00, no dia do lançamento, que foi 5 de setembro. Mas não o fiz, e nem sei se vou fazer. Vou aguardar para ver o quanto os demais usuários pensam como eu, e o que acontece a seguir.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/09/15/internautas_criticam_politica_de_protecao_digital_do_spore-548223657.asp

Novos sistemas de proteção contra cópia ilegal de jogos para PC ameaçam a liberdade dos usuários

agosto 24th, 2008

DRM, (digital rights management), é um assunto meio chato que deveria interessar só a técnicos e advogados e não a fans de jogos para PC. Só que ele acaba afetando tanto a vida dos jogadores e pode gerar tanto problema no futuro, que é bom entender como isso acontece. Jogos recentes como Bioshock, Mass Effect e Spore (e provavelmente o Red alert 3 também) incluem sistemas de proteção que limitam tanto o uso do jogo e do próprio PC que precisam ser considerados antes da compra. Do contrário a diversão para muitos pode acabar em uma grande frustração.

Todos já conhecem os sistemas de proteção que verificam o CD/DVD no drive. Este sistema por si só é irritante e deveria ser abolido em jogos de PC, já que em quase todos os jogos todo o conteúdo é instalado no HD. O CD serve apenas como uma espécie de chave para provar que o usuário adquiriu o jogo. Não é nem preciso dizer que isso é largamente quebrado, embora seja ilegal. Mas eles foram além!

Alguns jogos requerem agora a ativação. Algo parecido com a ativação do Windows. O instalador do jogo conecta à Internet para verificar a validade da cópia. No jogo Bioshock foi criada uma restrição a mais. Além de colocar o CD e ativar, existe um limite de ativações, 3 ou 5 (recentemente foi eliminado este limite, mais de um ano e meio depois do lançamento do jogo, devido às criticas gerais). Para esclarecer então, temos 4 sistemas que podem ser usados separadamente ou em conjunto.

1) verificação do CD, o tradicional. O inconveniente é ter que procurar o CD, abrir o divre, colocar o CD, etc, além de ficar expondo à midia de instalação a riscos e acidentes.

2) Ativação, no ato da instalação. Muitos já reclamam disso porque obriga a possuir conexão com Internet

3) Re-ativação periódica. Sim é estranho. O jogo “liga pra casa” de tempos em tempos para verificar a validade da instalação. De novo, requer Internet, além de potencial invasão de privacidade. Se eles sabem o seu IP, associado ao seu serial, sabem muito. Além do conteúdo dos pacotes enviados. Isso é grave, mas pode passar despercebido a muitos usuários não técnicos.

4) Limitação do número de instalações, associado à ativação (2). É a limitação mais grave e visível. Em caso de upgrade de hardware OU reinstalação de sistema operacional OU reinstalação em uma máquina nova, uma ativação é “queimada”. Nos jogos da EA o número é 3. Na prática, limita o tempo de utilização do jogo. Em um mundo que estimula o upgrade de PC, ainda mais para jogos, quanto tempo se fica em média com o PC inalterado? E se o usuário, além disso, gostar ainda mais de melhorar o PC? O usuário casual, que não liga muito para a máquina e abandona o jogo depoisde uns 3 meses, talvez não perceba. Os mais “hardcores” vão acabar percebendo, da pior forma.

Já tive uma experiência pessoal com isso que ilustra o que pode ocorrer. Depois de 3 anos seguidos comprando legalmente o Norton Antivirus, adquiri uma cópia que vinha com ativação. acho que foi em 2002 ou 2004. Esta licença tinha validade de um ano. Mas como altero e reinstaldo meu PC com frequência, em pouco mais de 6 meses já tinha feito 3 instalações (usando um único PC de cada vez!). Na quarta a instalação foi negada. Fiquei o resto do período sem ter nenhuma instalação funcionando. Em nenhum lugar da caixa (nem dos manuais) era dito explicitamente que seriam só 3 instalações. Me senti lesado, e não entrei na justiça apenas pelo valor da cópia versus custo do processo. Minha reação foi não comprar mais nenhum um produto deles. Esta situação voltou à minha mente quando li sobre o Bioshock.

Quando li que o Red alert 3, a ser lançado ainda, provavelmente irá incluir este sistema DRM que limita instalações, confesso que me desanimei do jogo. Não se pode dizer com certeza se a versão final terá, mas dado que a versão beta já tem, e que os últimos maiores titulos da EA lançados também (spore, Mass effect), diria que é quase certo, infelizmente. Com a frequência que mexo com meus PCs, seja upgrade de hardware, reinstalação do sistema operacional ou compra de nova máquina, digamos a cada 6 meses, eu poderia jogar por um ano e meio, sendo otimista. Se além disso tiver problemas do hardware ou de virus, menos ainda. Depois disso teria que comprar outra cópia do jogo. E não é só isso. Tem também o sentimento de falta de liberdade. Não posso mexer no MEU PC senão eu perco direito de rodar A MINHA CÓPIA do jogo.

Sempre achei meio absurda até a inclusão de contratos de licença nos jogos pra PC. Era pra ser apenas uma diversão, e agora supostamente devo ler e estar ciente de um CONTRATO? Isso inclusive isso não costuma vir em jogos de console. Jogar em PC as vezes é uma prova de paciência! Passa a ser muito mais interessante e divertido jogar em console, cujos jogos não vem com um contrato de licença para ler, nem número serial para digitar, e nem tem ativação e limitação de instalações. E se não for pra jogar online, nem Internet eu preciso. Coloquem teclado e mouse em consoles (para os jogos de tiro e RTS), e o PC como plataforma de jogos terá muito poucas vantagens práticas para quem quer apenas jogar. Tirando os piratas, que copiam ou compram ilegalmente e não tem nenhum dos inconvenientes citados, os jogadores para PC estão sendo tão penalizados que não vejo mais o PC como uma escolha razoável para jogos diante de um console. Quero comprar o jogo legalmente, com nota fiscal e tudo, mas sem ser penalizado e sofrer eternamente por isso. Se todos estes sistemas de DRM são uma estratégia para matar o PC como plataforma para jogos, vão acabar conseguindo.

Para balancear todos estes inconvenientes, mantendo o DRM rigoroso e limitante, o fabricante do jogo poderia fazer duas coisas. Uma seria informar mais explicitamente as regras: são só 3 ativações, nas seguintes condições, e etc. Compraria quem quisesse. Acho que pelo menos hoje em dia, isto já afastaria muita gente, a começar justamente pelos maiores fans dos jogos, aqueles que esperam jogar pra sempre os seus títulos queridos. A segunda medida seria reduzir drásticamente o preço. Se de fato limitaram o uso que o comprador legitimo pode fazer do produto, nada mais justo que reduzir proporcionalmente o preço. Se antes custava R$ 100,00 para jogar pra sempre e ter acesso total sem Internet, agora deveria custar uns R$ 15,00, já que espero só conseguir jogar por um ano antes de ter que comprar nova cópia, e vou ainda ter que manter a Internet.

Devo dizer que, pessoalmente, nenhumas destas duas medidas, embora até justas, me agradaria o suficiente. Isto porque quando compro qualquer produto de conteúdo, seja livro, CD, DVD, jogo de computador, arquivo digital de música ou filme, etc., espero poder guardá-lo comigo e usar indefinidamente, sem limitações técnicas impostas arbitrariamente. Um livro posso ler o quanto quiser. Inclusive emprestar. Um CD ou DVD idem. Para estes dois últimos pode-se imaginar no futuro um dia em que tocadores para eles não existirão mais, ou não serão comuns. Isso aconteceu com o vinil, as fitas K7 e está acontecendo com o VHS. Mas pelo menos tenho a oportunidade de tentar manter por conta própria um aparelho em condições para executar estas mídias (da mesma forma que tenho um tocador de LP de vinil ainda funcionando).

O fato é que a proteção de direitos autorais em jogos para PC sempre foi e continua muito mal resolvida. Isso põe em risco a indústria e a liberdade e direitos dos consumidores ao mesmo tempo. A facilidade de cópia dos meios digitais, ainda mais depois da Internet, é muito grande. Com isso muitas vendas deixam de ser feitas pelos donos legítimos dos direitos do jogo, aqueles que investiram na produção. Dado que o sistema é capitalista, significa menos lucros, menos empresas, menos empregos na área, etc. De outro lado quase todos os sistemas de DRM que impediriam esta cópia ilegal são tão inconvenientes que estimulam parte das pessoas a não comprar nada também e outra parte, com menos escrúpulos éticos, a partir para a pirataria.

A solução para este impasse pode vir de outro conceito. Livros e discos de vinil sempre puderam (tecnicamente falando, não legalmente) ser copiados. A diferença é que, neste caso, o que se obtém é sempre muito inferior, além de ter um custo relativamente alto. Por exemplo, posso copiar um livro na xerox, só que além de obter uma pilha desajeitada e pesada de papel, que mesmo depois de encadernada em espiral fica grande, a qualidadde de impressão é muito pior. E em muitos casos o custo é quase igual ao do livro original. Ou seja, a não ser quando é impossivel se comprar o livro, e ele é muito necessário (faculdade, tese de mestrado, etc.) não compensa copiar. E mais, quem realmente gosta de livro quer ter o original, um livro mesmo, não cópias xerox com espiral! Acho que o jogo funciona da mesma forma. Quando a relação custo/benefício do produto vendido legitimamente for superior ao de uma cópia, a pirataria estará sob controle. Que benefícios? Manuais, midia de qualidade superior, acesso aos servidores online, a caixa colecionável, assistência técnica, etc. Muitos fornecedores de jogos sequer tem um número 0800 para atender aos clientes. É um insulto esperar que o cliente ligue por DDD a outro estado, ao custo que é, para resolver alguma coisa!

Este último sistema antipirataria criado pela indústria de jogos, o da ativação + limitação de instalações, é mais uma tentativa para tentar refrear a evasão de vendas, sem querer focar na questão do custo/benefício. A esta altura os produtores de jogos buscam também uma alternativa à verificação do CD/DVD no drive. Isto porque o mundo está caminhando para transmissão de conteúdo prioritáriamente pela Internet, e dentro de algum tempo midias óticas (incluindo o tão sonhado BlueRay) serão algo obsoleto e inconveniente para a maioria das situações. Neste caso a Valve já está lá, com o Steam, e já descobriu um caminho viável. Temos também a Diret2Dirive, que vende de forma parecida. Mas o Steam é superior, pois independe de ativações. O único inconveniente do Steam é depender da Internet. Mas dependemos também da rede elétrica para ligar o PC. Conexão Internet já é um pré requisito básico, assim como água, luz, gás, telefone … logo, não vejo limitação, a não ser por romper o paradigma da propriedade da midia e direito de execução ilimitado. Depende-se de um serviço externo (servidores na Internet) para poder executar o jogo. Em outras palavras, se o serviço acaba, o jogo não pode mais ser executado. O Company Of Heores requer login até para jogar o single player. Logo, em caso de falta do servidor, sem acesso ao jogo. Outros jogos do Steam rodam em modo offline, mas não poderiam mais ser instalados da forma normal sem o servidor do Steam (em ambos os casos teriam que ser crackeados para continuar funcionando).

A proteção de cópia por ativação + limitação de instalações é ruim pelos dois lados: aborrece e afasta o comprador legitimo, que deixa de acreditar na boa fé das empresas produtoras, ao mesmo tempo em que não impede a pirataria, ou pior, a estimula. Em Bioshock a limitação de instalações acabou sendo retirada, pelo que li de várias fontes. Talvez agora eu compre Bioshock, o que acabei não fazendo porque li sobre os problemas em uma revista americana, a PC Gamer. Os outros títulos, muitos deles muito bons, vão deixar muita gente frustrada. O pior é que quem mais vai se frustrar serão os que mais adoram os jogos, e não o jogador casual, que abandona o jogo depois de algumas semanas. E muito menos o pirata, que continuará fazendo o que sempre fez. Em meio a estes experimentos com DRM, as cobaias são os fans de jogos para PC.

Quando está custando mesmo um PS3? :-)

Anunciado elenco do Red Alert 3

agosto 20th, 2008

A EA anunciou esta semana o elenco do novo título do Command and Conquer, o Red Alert 3. A série é conhecida por incluir um enredo da campanha recheado por “cut scenes” filmadas. No Tiberium Wars e Kane’s Wrath tivemos a atuação de Joe Kucan como Kane. Agora a EA traz o elenco mais expressivo até agora, com atores conhecidos provenientes de cinema e seriados de TV, como Star Wars (George Takei), LOST(Andrew Divoff) e Heroes. Confira a lista abaixo:

“The cast of Command & Conquer Red Alert 3 follows (in alphabetical order by last name): Gemma Atkinson (the UK’s Hollyoaks), Tim Curry (Rocky Horror Picture Show, The Hunt for Red October), Andrew Divoff (LOST), Kelly Hu (X2, The Scorpion King), Jenny McCarthy (Scream 3, former Playboy Playmate of the Year), Ivana Milicevic (Casino Royale), Jonathan Pryce (Pirates of the Caribbean), J.K. Simmons (Spider-Man, Juno), Autumn Reeser (The OC), Peter Stormare (Prison Break, Armageddon), George Takei (Star Trek, Heroes), and two of the most recognizable names in competitive mixed martial arts Randy “The Natural” Couture (former UFC Heavyweight champion) and Gina “Conviction” Carano (Undefeated Elite XC fighter, American Gladiators).”

Confirmadas as versões para PC e xBox 360, além da tradicional edição especial (agora “Premier Edition”) contendo material exclusivo. A previsão é para o final do ano.

Preview do Command and Conquer Red Alert 3 – Parte 1

agosto 15th, 2008

Como prometido, fiz uma força pra me afastar da frente dos jogos RTS e começar a escrever um preview do Red Alert 3. Vai ser por partes, o que é bom até pra ir incluindo o que eu for descobrindo ao longo do tempo.

Bom, estou com a versão beta, como dito no post anterior, que tem apenas a funcionalidade multiplayer. Não há um modo skirmish, pra jogar contra o PC. Isso dificulta conhecer o jogo, pois dependendo do oponente a partida não dura muito… Outra limitação que não entendi foi não poder assistir aos recorded games. Os servidores também não estão mantendo as estatísticas das partidas. São todas unranked. E a campanha, obviamente que eles não iam liberar no beta. A propósito, pela foto que eu vi da atriz escalada, Gemma Atkinson, valerá a pena fazer a campanha…

No mais o funcionamento do multiplayer é completo. Joguei uma meia dúzia de partidas com os aliados. O que percebi dos jogos deve ser entendido como a visão de alguém que só jogou o CnC3 TW e KW, e não toda a franquia CnC. Logo, tendo a comparar com estes dois últimos títulos. Um dos meus oponentes, muito bom por sinal, quando questionei como ele já estava tão bom no jogo, me respondeu que a série CnC é sempre igual… bom, em parte sim. Mas para mim as diferenças do Red Alert para o TW/KW são marcantes.
Primeiro uma pausa pra falar do visual. A verdade é que as telas do Red Alert 3 que vi em revistas e sites me assustaram um pouco. Muito coloridas e estilizadas, me pareciam um Simcity simplificado. Bom, de fato o jogo tem um estilo visual bem diferente do sombrio Tiberium Wars (e KW também). Mas em jogo aquilo funciona bem. Até o momento não senti aversão nenhuma pelos gráficos do jogo. Pelo contrário, eles são da dimensão exata para visualização e controle mais precisos. Notei quanto a isto várias coisas. Uma, que o zoom é limitado, ou seja, não tem aquele super zoom do Company of Heroes, que fica quase no nível de um jogo de tiro, e dá pra ver se o cordão do sapato do soldado está desamarrado, e nem aquela visão mais distante do Tiberium Wars, onde a batalha parece um formigueiro (não sei se os leitores de cidade grande conhecem um formigueiro ao vivo, mas á a melhor analogia que conheço…).
Tenho uma leve impressão de que eles estão direcionando o jogo para competir diretamente com o Starcraft 2, pois vejo muitas semelhanças nos mapas e no visual, e até na forma como as unidades se movimentam. Outra semelhança é que reduziram a quantidade de unidades possíveis. Primeiro, porque o fluxo de recursos é menor. Depois, o tempo de criação das unidades é maior. E depois, porque não dá pra esperar a formação de muita tropa se o rush está pra vir. Além do mais, não tive como testar isso, mas da forma como os mapas são, eles ficariam congestionados se fosse feita um fração da quantidade de unidades que normalmente faço no CnC3 TW.

A escolha sobre onde aplicar os recursos me pareceu mais cruel do que nunca. Ou evolui as tecnologias e fica sem defesas ou faz tres ou quatro unidades e não avança tecnologia … Além disso, não há esquadrões comoo TW e no CoH. Cada unidade de infantaria é controlada separadamente, a menos é claro que seja incluída em algum grupo. É um jogo mais microgerenciado, de novo emparelhando com o Starcraft.

Vou parando por aqui no momento. Aguardem novos capítulos da saga com o Red Alert 3. Mas antes deixo uma dúvida. Fontes não oficiais dizem que o beta acaba no meio de setembro. Alguém tem mais informação sobre isso?

Dentro da fase beta do Red Alert 3

agosto 8th, 2008

E não é que eu realmente recebi a key do Red Alert 3 beta? Foi hoje, estou baixando o executável neste momento, e dentro de … deixa ver … pouco menos de 2 horas, deve estar no meu HD. Para quem aind vai participar do programa beta, mas está esperando a key, uma coisa que pode ser adiantada é criar uma conta no FilePlanet. Pode ser free mesmo. Daí recebendo o email é só partir pro download.

O email contém uma key única e uma série de instruções. Logo no início já avisa que podem existir bugs e desbalanceamentos. Isto é normal em um produto beta. O objetivo é justamente contar com o feedback da comunidade para eliminar estes problemas. Do ponto de vista do jogador a vantagem é já ir conhecendo o jogo antes da versão final, além de ajudar a melhorar o jogo.

Portanto, quem ainda não recebeu aguarde, que a key vai chegar! Assim que eu começar a jogar estarei postando as impressões sobre o jogo aqui no blog tecnolimits.

Vídeo da EA sobre o Red Alert 3

agosto 5th, 2008

O CnC: Red Alert 3 está atualmente em fase beta, e alguns jogadores que registraram a chave que veio no Kane’s Wrath já estão jogando. Tenho notícias de que a quantidade de bugs ainda está muito grande, mas a fase beta é justamente para limar estes problemas. Enquanto isso, a EA liberou um episódio do Command School (#10) que descreve em detalhes como vai ser o Red Alert 3, e ainda dá algumas dicas de jogo:

http://outerspace.ig.com.br/interno.php?area=ostv&cod_ostv=5624

Beta test do Red Alert 3 deve começar em breve

julho 27th, 2008

Acabei de receber um email da EA informando para aguardar para breve o início do Beta Test do Red Alert 3. Para quem não acompanha a série Command and Conquer, quem comprou a expansão Kane’s Wrath do CnC3 recebeu um número serial para o RA3. Eu cadastrei este número há alguns meses e na última sexta-feira recebi o primeiro email sobre o assunto. Meu erro foi não ter cadastrado logo que comprei o game, pois é dito que a liberação do acesso será pela ordem de cadastro… e eu só fiz isto há uns 2 meses atrás, quando tive que enviar caixa do Kane’s Wrath de volta para a EA. Isto já é outra estória: o meu DVD rachou, e eu acredito que por causa da própria caixa do jogo, e tive que trocá-lo… antes de enviar o material resolvi garantir o cadastro no beta do Red Alert. E aqui vai uma dica: cuidado ao usar a caixa original do Kane’s Wrath para guardar o jogo. O plástico da caixa me parece muito rigido, e acaba forçando muito o orifício central do DVD. Agora eu estou guardando o DVD em um envelope separado, parecido com o que veio no CnC3 Tiberium Wars.

Guild Wars no Linux e Wine

julho 18th, 2008

Guild Wars é o primeiro jogo comercial para Windows que eu “homologo” pessoalmente no Linux. Não valem as versões nativas para Linux de jogos comerciais, como o Doom 3 e Unreal Tournament 2003/2004, que já instalei antes. Esse é uma aplicação Windows mesmo, rodando sobre o Wine. Eu já tinha notícia que o GW rodava no Linux/Wine, mas fazer com as próprias mãos e ver funcionando dá outra percepção do fato, além é claro de ter menos uma dependência do XP.

A configuração utilizada é uma máquina com Ubuntu 8.04, com placa de vídeo GeForce 7800, drive proprietário nVidia e Wine 1.0. O jogo roda sem perda de performance, e funcionalidade completa.

Meus próximos alvos são os jogos do Steam. Escolhi o Steam por eliminar a questão da verificação do CD/DVD. Quanto a isto, hoje em dia pelo que saiba a única solução é ir para o Cedega, que é pago, e por mensalidade. Há quem adote a prática de baixar cracks para o jogo. Além de a rigor ser ilegal, tem o problema mais prático de não ser confiável. Um crack pode conter vírus ou trojans. Quem faz um software, o crack, cuja finalidade principal é pirataria, não pode ser cobrado por nada. Além disso me revolta ter que instalar crack em um jogo que eu comprei legalmente. E por fim, o crack geralmente é incompatível com as últimas versões de patchs dos jogo. Por tudo isso tenho muita resistência a instalar crack, e nos últimos anos simplesmente não instalo. A solução de criar imagens do CD e montar me pareceu ótima por um tempo, mas agora me parece um “bacalhau”, um remendo.

Creio que cedo ou tarde alguém vai resolver a questão dos verificadores de drive ótico dos jogos no Linux. Mesmo jogando no Windows é inconveniente ter que ficar pegando o CD pra jogar.

Teclado Logitech G15

julho 12th, 2008

O Logitech G15 é um teclado voltado para gamers, mas que também se mostra interessante para qualquer usuário exigente. O teclado de um PC quebrou, e precisei substituir. Boa oportunidade para sair do básico e agregar algumas características que considero essenciais em um teclado, que é talvez o periférico com que mais se interage num PC, seguido do mouse, vídeo e caixas de som. Procurando realizar o velho sonho de ter um teclado com retro-iluminação, que possibilita o uso no escuro total, acabei achando este produto da Logitech. O G15 tem 3 opções de iluminação das teclas: nenhuma, média ou alta. O tom laranja da iluminação pode não agradar a qualquer um, mas para mim ficou perfeita.

O teclado possui também um pequeno painel LCD na parte de cima, também iluminado em laranja, na qual podem ser exibidas informações de aplicações instaladas dentro do software da Logitech, que acompanha o produto. Já são incluidos um medidor de performance (uso da RAM e CPU), um relógio/data, cronômetros, e perfis que exibem informações durante a partida de alguns jogos previstos pela Logitech. Por exemplo, ao rodar o Command and Conquer 3 são exibidas informações sobre a partida (unidades, recursos utilizados, etc.). Melhor mesmo seria poder escolher quais informações do jogo são mostradas. De um modo geral acho o relógio e os medidores de performance mais úteis, já que eles não poderiam ser mostrados pelos seus aplicativos normais (task manager e a task bar) quando se está jogando em full-screen. Um relógio pode parecer algo bobo, mas poupa espaço na mesa ao dispensar um relogio externo do lado do monitor, e relógio é essencial. Quem nunca perdeu a noção do tempo jogando? :-) Podem ser instalados mais aplicativos, que podem ser pesquisados em http://www.logitech.com/gamepanel, onde também existe uma lista dos jogos e demais aplicações compatíveis com o painel, como o fraps e o software de VoIP Ventrilo.

A disposição e tamanho das teclas é padrão, com layout US-International, sem mudanças inesperadas. O DEL está onde se espera. A única novidade, tirando as teclas padrão e as teclas multimidia em cima é a coluna de 6 teclas G1 a G6 à esquerda, que podem ser usadas para executar macros. O teclado não é ABNT2, o que é bom pra uns, ruim para outros e indiferente para os demais. Já fui mais preocupado com isso, e hoje acabei me acostumando aos dois, US e ABNT. Este é o segundo teclado não ABNT que comprei por não querer abrir mão de outros benefícios. Enfim, atualmente espero que o sistema operacional trate as mudanças de layout e tento me adaptar ao US ou ABNT que aparece pela frente. Duro mesmo é ficar procurando as teclas DEL, TAB, etc…
A parte de cima do teclado contém um bom conjunto de botões para multimidia, chave para bloqueio da tecla Windows (importante, porque se pressionada acidentalmente pode fechar a tela fullscreen de um jogo, o que pode ser fatal…), controle do som, incluindo volume, controle de macros, controle do nível de iluminação e do painel. Controle de volume é outro detalhe que não dá para abrir mão em um teclado doméstico. À frente do painel temos duas saidas USB, uma delas creio que é perfeita para ligar um mouse, e com isso reduzir a fiação passando para trás do PC. Por falar em organizaçào de cabos, o G15 possui também um sistema de canaletas em baixo para facilitar a organização dos cabos.

Acho que não preciso mencionar a qualidade dos produtos da Logitech. A sensação de toque é muito boa, transmitindo segurança na resposta tátil, quer dizer, a sensação de ter realmente pressionado a tecla, e sem que cada teclada seja barulhenta (dá pra jogar com fones sem incomodar a casa toda). Quando o G15 está apagado as letras ficam em um tom meio cinza que não é feio, mas tem pouco contraste. Como os caracteres também são relativamente pequenos, a combinação de tamanho e cor das letras resulta em uma visualização que poderia ser melhor. Isso só afetaria quem olha para o teclado ao digitar, e pode ser facilmente resolvido acendendo a retro-alimentação. Foi o único ponto negativo que achei no produto, e mesmo assim meio subjetivo. Concluindo, recomendo o G15 para qualquer um que deseje um teclado de excelente qualidade. Meu medo agora é ficar mal acostumado.
Leia mais sobre o G15 no site da Logitech.

Etapa Brasileira do WCG 2008

junho 29th, 2008


Estão definidos os jogos que farão parte da etapa braileira do WCG 2008. São 7 títulos: Guitar Hero III, CS 1.6, Age III The Asian Dynasties, Halo 3, FIFA 08, NFS Prostreet e Caron 3D.

A grande surpresa, e decepção, fica por conta da ausência de três dos principais títulos de RTS da atualidade, que fazem parte do WCG 2008, mas não foram incluídos na classificação no Brasil: Starcraft, Warcraft III e Command and Conquer 3. Sou de opinião que, pelo simples fato de estarem nas finais internacionais, deveria pelo menos haver uma classificação nacional para cada um destes títulos. Se por acaso não houvesse quorum, ela seria cancelada. Mas pelo que conheço da comunidade CnC3 e War3, dificilmente isto iria acontecer. Como consequência, o Brasil já sai em desvantagem na classificação geral do quadro de medalhas!

As inscrições para as modalidades listadas podem ser feitas no site oficial do WCG Brasil.

Fritando um ovo na GeForce 9800 GX2

junho 14th, 2008

Conhece aquela expressão “esta CPU está tão quente que daria pra fritar um ovo”? Pois bem, um usuário bem humorado resolveu fazer o teste, e fritou um ovo, literalmente, em cima de uma placa de vídeo GeForce 9800 GX2.
Veja o vídeo no Youtube:

Esse tipo de coisa que me faz pensar quando se está indo longe demais em busca de performance em um computador. Comecei a ficar alerta na época do Pentium 4, cujas últimas versões eram reconhecidas pelo aquecimento e alto consumo. E pior, com comportamento instável e irregular, pois em caso de aquecimento a CPU entrava em trhottling, baixando a performance, para impedir a queima do componente. A Intel acabou por parar a linha de evolução do P4, substituida por outra tecnologia totalmente diferente, que nos desktops virou a Core 2 Duo, bem mais eficiente, ou seja, gastando menos energia e aquecendo proporcionalmente menos, para uma performance até melhor.

A área de placas de vídeo está passando por uma situação parecida. A ATI e nVidia não medem esforços para criar produtos para os fans de jogos e de hardware, que estão sempre querendo a melhor máquina e não medem gastos para obtê-la. Até que ponto vale a pena? Se fosse uma escolha racional, talvez pouquissimos PCs acabassem com uma placa destas, apenas aqueles que realmente precisassem rodar algum software gráfico mais pesado. Como não é, qualquer jogador pode pegar uma placa destas só pra obter mais frames por segundo nos últimos jogos lançados. E tem gente que nem joga tanto, mas por gostar de hardware vai quer ter uma máquina assim pelo simples prazer.

Nada contra. Apenas lembro que se uma placa destas não é barata, ela também vai requerer um investimento adicional em gabinete melhor, maior e mais ventilado, uma fonte de alimentação mais robusta, um projeto térmico no gabinete bem pensado, não só entupindo a máquina de coolers imensos, mas arrumando os cabos e posicionando componentes, e nos piores casos, um ar-condicionado pra manter o ambiente em menos de 35 graus no verão do Brasil…

Será esse cara do vídeo comeu todos estes ovos? Note no vídeo que são ovos diferentes… além de excesso de calor na placa de vídeo, ele está se exagerando também no colesterol. Mas o que impediria de fazer uns legumes cozidos na GF 9800?

GeekBench, o benchmark multiplataforma

maio 22nd, 2008

De que adianta investir pesado num PC top se não puder compará-lo com o dos amigos para provar a supremacia da sua máquina? Ok, este não é o raciocínio de uma pessoa normal. É um raciocínio de geek. E para atender a este desejo existe o GeekBench.

Mas este programa não é totalmente supérfluo como pode parecer pela minha introdução. Na realidade benchmarks são ferramentas úteis para avaliar computadores. Eles produzem um índice padronizado, um número, que informa a performance da máquina. Por ser padronizado permite comparar as máquinas diferentes de forma justa. E comparar também um mesmo PC, depois de alterações de upgrade.

Existem benchmarks especializados em gráficos, como o 3D Mark e o Aquamark, em cálculos, em programas de escritório, etc. O GeekBench é um benchmark genérico, ou seja, mede diversos aspectos do PC de forma equillibrada, sem especialização em nenhum. E tem pouco foco nos gráficos. A grande vantagem do GeekBench no entanto é ser multiplataforma. Agora donos de PC e de Mac pode finalmente tirar a limpo as alegações sobre qual plataforma é melhor. Há versões para Mac OS, Windows, Linux e Solaris.

A propósito, o PCzinho básico que eu uso pra escrever e acessar Internet a maior parte do tempo cravou 1652. Configuração: Athlon 64 3500+ Gigabyte GA-K8N51GMF-9 1 Gb RAM (2×512 Mb dual channel) Placa de video GeForce 6200 (Xfx) HD 160 Gb SATA2, tudo isso no Windows XP. Quando tiver um tempo vou testar em outros PC mais poderosos, usados para jogos e virtualização.

E para facilitar as comparações na comunidade geek, o programa permite fazer um upload dos resultados para o site do GeekBench. Estes resultados ficam armazenados lá e associados a sua conta, podendo ser acessados por qualquer um que tenha o link para o resultado. Por exemplo, a máquina acima gerou um resultado que pode ser acessado em:
http://browse.geekbench.ca/geekbench2/view/59101

Este sistema permite também manter um histórico dos resultados de sua máquina depois de cada mudança de upgrade. A criação de contas é gratuita. O produto na versão trial só permite benchmarks em 32 bits.

Fonte: http://www.primatelabs.ca/geekbench/index.html

Asus apresenta placa-mãe top com Linux em firmware

maio 17th, 2008

A Asus apresentou nesta última sexta-feita, dia 16, uma placa-mãe da série “de luxe”, a P5Q, com uma série de tecnologias inovadoras. Entre elas está o Express Gate, que nada mais é do que um sistema operacional simplificado baseado em Linux que carrega em poucos segundos programas úteis para Internet, como Web Browser, Intant Messenger, Youtube e clientes de email.

A placa também tem sistema de economia de energia que detecta a carga da CPU em tempo real e atua sobre a fonte de alimentação de forma apropriada. Além disto são incluídas características de segurança na P5Q para assegurar segurança física e dos arquivos. A placa vem com sistemas de proteção contra descargas eletrostáticas e sobre-correntes. O programa Drive Xpert encoraja a sintonia fina de performance dos HDs e o backup dos arquivos. E o programa Data Guardian protege os dados do usuário por meio do chip TPM e chave de criptografia. Nas fotos pode-se também identificar o sistema de refrigeração passivo para os chipsets, utilizados na suas motherboards mais sofisticadas da Asus, que garante maior silêncio na operação da máquina e conforto para o usuário.

A Asus ainda não divulgou o preço e a data de lançamento desta série de placas.

Fonte: http://www.electronista.com/

Claro está negociando com a Apple o iPhone no Brasil

maio 10th, 2008

Clientes da Claro podem começar a se animar. A Claro divulgou que está negociando a vinda oficial do IPhone em território nacional. E ela está prevista para o final de 2008 ainda. Eu falei dos clientes da Claro porque, se mantida a política da Apple em outros países, o celular da Apple será exclusivo de uma única operadora no país. Temos aí dois pontos controversos. Um é que existem realmente métodos de desbloqueio do iPhone, mas além de não serem recomendados pela Apple, existem inconvenientes relacionados às atualizações do software. Outro é que me parece que isso contraria as últimas normas da Anatel, que garante o desbloqueio de aparelhos celulares. Os fanáticos pela Apple (sim, Apple é o que na tecnologia que parece mais próximo a uma religião) que não quiserem desobedecer ao Steve Jobs, que mandou não desbloquear, vão ter que migrar de operadora…

Fonte: Apple Addicted

Onze sinais de que você não é mais um jogador hard-core

maio 4th, 2008

O tempo passa e suas glorias de jogador estão ficando pra trás? Os reflexos já não são os mesmos? Chegar ao topo do ranking mundial não é mais uma prioridade? Podem ser sinais da idade. Será que este é o seu caso? O site Techradar publicou um artigo descrevendo os sinais de que alguém está entrando na “crise da meia idade de jogador”. Vou transcrever aqui a lista, mas o artigo completo (em inglês) é bem divertido e tem argumentos para cada um dos itens:

1) Você prefere jogar contra o computador
2) Você só joga quando a namorada não está em casa
3) Você acredita que ganhar não é tudo
4) Faz dias, e não horas, desde que você ligou seu console pela ultima vez
5) Você é a pessoa mais velha negociando jogos no GameStation
6) Você gosta igualmente do seu XBOX360 e do seu PS3
7) Você lembra com carinho da era de ouro dos jogos eletrônicos
8) Você evita de jogar no Wii porque é muito esforço
9) Sua experiência em FPS consiste em aparecer, correr e morrer… aparecer, correr e morrer…
10) Você acha a idéia de videogames baseados em jogos de tabuleiro
perfeitamente aceitável
11) Você comprou GTA IV em pré-venda mas não está preocupado se vai
chegar na data de lançamento

O artigo pode ser visto aqui . Vale a pena ler, só não comece a levar isto tão a sério…

Fonte: Techradar.com

PS3 em versão laptop vendido por 9.000 dólares no eBay

abril 30th, 2008

O site Benheck.com de Benjamin Heckendorn, mostrou a versão final de um PS3 convertido para laptop, totalmente operacional. Veja mais detalhes no post original e no site engadget . O resultado é impressionante. Apesar do design não ser o ponto forte, e o aparelho ser um pouco grandinho para um notebook, trata-se realmente de um trabalho excelente, pois além do grau de dificuldade técnica, ele conseguiu um PS3 portátil. É uma edição limitada (a um). E esta unidade já foi vendida. Foi leiloado no eBay US $9,051.00 e o dinheiro será revertido para caridade.
Mas quem quiser ter um pode acompanhar este tutorial, no mesmo site, e fazer o seu …

Review: MotoQ com Windows Mobile 6.0

abril 29th, 2008

O MotoQ não é novo, mas recebeu um upgrade para utilizar o Windows Mobile 6.0. Apesar do tempo de mercado, veremos que se mantém um produto competitivo. O visual foi alterado, com o novo acabamento em preto. O design é um ponto forte do aparelho. O preto fica bem com as teclas com iluminação de fundo em azul. Um grande destaque a meu ver é o tamanho do smartphone, bem mais fino que a média. Ele se acomoda perfeitamente em um bolso de paletó ou calça, sem gerar muito volume e peso. Quem não tiver medo de roubos pode até colocá-lo no bolso da camisa.
O produto analisado é a versão GSM (também existe MotoQ CDMA). Ela vem com um kit completo, que inclui duas baterias e um caregador avulso (para carregar fora do telefone. Nunca tive um celular com isso. Além do kit padrão em celulares top: fones, cartão de memória de 512 Mb (o celular suporta até 2 Gb), cabo de dados USB, CD com software de conexão. Um ponto positivo é o cabo padrão USB, que pode ser comprado em qualquer loja em caso de quebra ou perda do original. O que senti falta neste kit é de uma capa, ainda que básica, para proteger o aparelho em pastas, michilas ou bolsas. Em contato com outros objetos é muito fácil arranhar a tela. Nos bolsos normalmente eu uso sem capas, para aproveitar o benefício da espessura. Para levar mochilas e pastas comprei uma capa de 25,00 genérica e removível, de couro preto, que se adaptou bem.
A usabilidade é ótima para um celular, e razoável para um dispositivo de mão. Uma grande vantagem é o Windows Mobile, com sua interface familiar para quem já conhece Windows em outras plataformas. Mesmo quem nunca tenha usado Windows na vida sentiria que a interface é simples e coerente. Acostumado ao uso de um PDA com Windows Mobile 2003, posso fazer algumas comparações. A tela é obviamente menor e mais difícil de ler, mas ainda é suficiente. Dá até pra ver filmes curtos, usando o Windows media Player em tela cheia. O teclado é mais trabalhoso que a tecla de toque (por stilus), mas em compensação pode-se usá-lo só com uma mão. E a taxa de erros de escrita é menor, sem curva de aprendizado a uma nova forma de escrever.
A grande vantagem de um smartphone é o uso do email de qualquer lugar. A integração com contas do hotmail é perfeita. No caso do Gmail tive problemas. A sincronização com o Exchange corporativo funciona bem. De quebra ganha-se um MSN que pode ser utilizado de qualquer lugar. Poder conversar por MSN a baixo custo de outras cidades é uma aplicação muito útil, que costumo usar em viagens. Os aplicativos do Office (Word, Excel, Powepoint) permitem edição, que obviamente é mais desconfortável do que em um PC, mas com compatibilidade total. Também é possivel abrir arquivos em PDF e ZIP. A navegação Web é a esperada para uma tela daquele tamanho. Somente sites com versão para celular ficam bem. Dá pra ler alguns blogs mais simples também.
O MotoQ não está hoje em dia na faixa dos smatphones top de linha, mas continua com uma boa relação custo-benefício, ainda mais depois das reduções de preço. O Windows 6.0 acrescenta funcionalidade ao produto, como a edição dos arquivos do Office, embora já tenha recebido também uma nova versão, a 6.1. Em tempos de 3G, é natural que todos estejam de olho nesta tecnologia. Mas estas restrições quanto à atualidade do MotoQ não anulam as qualidades do produto, que pode ser a escolha ideal para muitos usuários.

SP 1 do Windows Vista disponível para download

abril 23rd, 2008

O esperado SP1 do Windows Vista já pode ser obtido por download no site da Microsoft. O nome do arquivo, para o Vista 64 bits (alguém ainda usa o 32?), é “Windows6.0-KB936330-X64-wave1.exe”. Estou a 2 dias com este SP instalado no meu PC, sem nenhum efeito colateral adverso. Acho que nem é preciso ressaltar a importância deste SP. Por mais que se pense que está tudo bem com o PC, obter as últimas atualizações o mais rápido possível é sempre a melhor política.

Link do SP1 All Language Standalone no site da Microsoft (para x64, outras vesões também disponíveis no site).

TrackMania Nations Forever no Steam, e de graça

abril 23rd, 2008

Um jogo de corrida de qualidade, consagrado pelo públicio e pela crítica, tem que custar uma fortuna? Não necessariamente. Experimente o TrackMania Nations Forever, disponível pelo Steam sem custos. Para baixar o jogo é necessário criar uma conta no Steam, caso não tenha ainda uma, o que também é gratuito.

O jogo não requer aprendizado de comandos e regras complexas, apenas quatro teclas controlam o carro (as setas), e opcionalmente mais 3 para mudar o ângulo da câmera, uma para restabelecer o carro e outra reiniciar a partida. A aparente simplicidade de interação no entanto não significa que o jogo seja simplório, muito pelo contrário: gráficos top, física de respeito e um acabamento excelente fazem do jogo uma experiência imperdível.
É possível jogar sozinho, em eventos pré-definidos, ou online, contra outros jogadores conectados. Em qualquer um dos casos ganham-se medalhas que alteram a colocação no ranking mundial e nacional, o que torna o jogo ainda mais envolvente.
A simplicidade de comandos também não elimina o desafio. É um jogo que consegue prender a atenção tanto dos iniciantes como dos experientes, pois se adapta a qualquer habilidade. O nível de dificuldade nas pistas definidas é crescente, desde as muito fáceis até as que requerem alguma adrenalina, e algumas das pistas são verdadeiros quebra-cabeças, envolvendo malabarismos que só depois de executados parecem possíveis.
Quem é fan de jogos de corridas, quem quer testar sua placa de vídeo até o limite ou ainda quem quer apenas passar alguns momentos relaxando com um jogo sem muito compromisso, o TM Nations é uma excelente opção. O jogo “free” provavelmente tem por finalidade promover outras versões do Trackmania, e talvez o serviço de jogos Steam. É necessária conexão Internet para se logar nos servidores do jogo, mesmo para jogar sozinho.

Fonte: http://steampowered.com/

Radware descobre mais uma vulnerabilidade no iPhone

abril 19th, 2008

A empresa Radware publicou nota relatando uma falha de segurança no navegador Safari, do iPhone. Basta que o usuário acesse um site com Javascript que explore esta vulnerabilidade para que o iPhone fique exposto a uma falha de negação de serviço (DoS). Estes sites podem ser introduzidos por engenharia social (SPAM, por exemplo). O resultado pode ser o crash do Safari ou de todo o sistema do iPhone. A versão afetada do iPhone é a 1.1.4. Ainda segundo a Radware, o iPhone é vulnerável a este tipo de ataque devido a falhas de projeto no sistema do dispositivo:

“Apple iPhone Safari browser is vulnerable to DoS attacks due to a design flaw that may be triggered by a series of memory allocation operations on the dynamic memory pool, which in turn triggers a bug in the garbage collector. The security hole is currently unpatched, leaving iPhone owners vulnerable to potential attacks until Apple issues a security update.”

Mas o recebimentos destes links maliciosos é algo raro certo? Errado, a infecção por SPAMs com cavalos de troia é mais comum que se possa imaginar. Um exemplo recente: já recebi esta semana dois convites do Orkut (de pessoas desconhecidas) em que o perfil destas pessoas possui um link para um suposto album de fotos na Web (fora do Orkut). Só que este link remete a uma página que o meu antivirus detectou como ataque por script. O carregamento dá página foi suspenso, graças ao antivirus. Um simples convite do Orkut … Nada impede o uso de uma tática destas contra o usuário de iPhone. O seu iPhone já tem antivirus, antispyware e firewall?

Fonte: Radware

O que é e-sport, ou cybersport

abril 19th, 2008

e-sport é um conceito relativamente novo. Se refere ao esporte praticado por meios eletrônicos, normalmente computadores (ou consoles, que também são computadores) em rede. É a idéia contrária ao de jogo associado vício e à alienação. O e-sport traduz os mesmos ideais do esporte tradicional: disciplina, dedicação, superação, trabalho em equipe, competição honesta.

O conceito de jogo-vício foi o que dominou o início do desenvolvimentodos jogos eletrônicos, e há razões para isso. Naquela época o jogo eletrônico era nada mais que mais um brinquedo na mão de crianças, e competia pelo tempo destas no estudo. O raciocínio era simples: muito jogo, notas ruins. Muito jogo, pouca leitura, etc. Mais ou menos o que sempre se pensou da televisão. Só que nem todo raciocício por ser simples está correto. E não vamos esquecer também que existem pessoas propensas a se viciarem qualquer coisa, seja comida, jogos de azar, sexo, bebida, até trabalho. E estas coisas em si não são necessáriamente ruins. Mas bastam alguns exemplos isolados para taxar a atividade como um todo de nociva, e todos os praticantes como degenerados. Estranho que ninguém pense em proibir o trabalho por existirem workaholics.

Mas o cenário agora é bem diferente, pois o jogo já está sendo assimilado pela sociedade como um produto cultural como outro qualquer, e sendo utilizado por todas as faixas etárias: crianças, jovens, adultos e idosos. As primeiras gerações de jogadores são agora adultos que provaram a si mesmos que o preconceito era infundado. E além de não ser prejudicial, o jogo agora pode ser visto como benéfico. Descobre-se a cada dias novas evidências de que o videogame tem potencial para desenvolver alguns setores da mente, da mesma forma como o xadrez desenvolve outros. Como dito acima, o sucesso nos jogos por computador requer atitudes saudáveis semelhantes a de qualquer esporte tradicional, que influenciam todos os demais aspectos da vida. A única diferença seria que tudo se passa sem o uso intensivo de força muscular ou condicionamento aeróbico. No mais, o treinamento sério é necessário.

Nos últimos anos foram criadas ligas internacionais promovendo campeonatos inspirados nas olimpiadas. A união das culturas diferentes em torno de um evento no qual todos estão unidos pelos mesmos ideais. Esta união por sua vez ajudaria a promover a tolerância e paz entre todos os grupos, e a ênfase no desenvolvimento de cada indivíduo até o máximo do seu potencial. Exemplos destas ligas são o ESWC e o World Cyber Games (WCG). O Brasil vem inclusive obtendo resultados significativos nestes eventos, tendo ficado em segundo lugar na edição 2007 do WCG.

Enfim, não há porque ter medo do e-sport. Encare mais este desafio!

Review sobre o Command & Conquer 3: Kane’s Wrath no Gamespot

abril 2nd, 2008

O portal de jogos Gamespot acaba de publicar um review sobre o Command & Conquer 3: Kane’s Wrath. Leia aqui. A nota final foi 7.5. Interessante é que eles confirmaram muitas das minhas impressões em post anterior, no qual eu tinha acabado de instalar e explorado o jogo por aproximadamente uma hora… Bom, agora estou na metade da campanha (missão 6 ou 7, e são 13 missões no total), e minha idéia continua a mesma: o jogo não mudou em jogabilidade, apenas acrescentou novas facções e unidades. Considerando o modo de conquista global, que ainda não vi, mas que o review do Gamespot comenta de forma pouco entusiástica, e que a campanha é relativamente pequena, concluo também que há pouco conteúdo para o jogador casual.

Já para o jogador online, para quem gosta de torneios ou até quem está de olha numa vaga no WCG, a expansão acaba sendo quase obrigatória, como sempre acontece com qualquer RTS: “tem que comprar porque é a versão que será usada”. Por sinal, me aventurei pelo modo online do KW e constatei que pelo menos por enquanto o nível dos jogadores está alto. Ou só os experts realmente se interessaram pela expansão, ou ainda não deu tempo para os iniciantes botarem as mãos no jogo. De todo modo, a expansão parece ser mais para os fans da série, que não podem perder nenhum capítulo, e jogadores online.

O que é um RTS game?

março 29th, 2008

Quem está meio por fora do mundo dos jogos de computador deve estar se perguntando: o que é exatamente um RTS game? Quem gosta de jogos de estratégia vai aproveitar o artigo abaixo, que explica de um modo simples o que são afinal os jogos RTS. Você pode ser um RTS gamer há tempos sem saber!

RTS é a sigla de Real Time Strategy, ou estratégia em tempo real. São jogos focados na estratégia e… são em tempo real! A forma mais fácil de explicar o que é um jogo de tempo real sem entrar na terminologia da informática é dizer que jogo em tempo real é o oposto de jogo “por turnos”, ou seja, jogo em que cada jogador espera a sua vez (turno). Nos jogos em tempo real é o oposto, cada jogador vai dando suas ordens sem esperar por nada. São geralmente jogos de guerra em que cada lado tem seus exércitos, seus recursos ecônomicos e suas bases, e tenta eliminar os oponentes, ou obter sobre eles alguma vantagem definida pelo jogo como sendo a condição de vitória.

Muito provavelmente você já pode ter ouvido falar de algum jogo, ou talvez até jogado, sem reconhecer que era um RTS. Representantes muito conhecidos deste gênero de jogo são a série Command & Conquer (Tiberium Wars, Generals), a série Age of Empires (I, II, III), Age of Mythology, Starcraft, Warcraft I, II e III, Rise of Nations (e Legends), Warhammer 40.000: Dawn of War, Company of Heroes, Battle for Middle Earth II, etc.

RTS X RTT

RTS são jogos focados na estratégia. RTT é um jogo focado na tática. Um jogo RTT elimina tudo que não é tático do controle do usuário. Economia, obtenção de recursos, desenvolvimento tecnólogico, construção de bases ou cidades, nada disso faz parte de um RTT, no qual a ênfase é controlar as unidades nas batalhas. Um bom exemplo de RTT atual é o World in Conflict. Neste, além de retirados os itens listados acima, no multiplayer o jogador ainda é incentivado a jogar em equipe e se especializar em apenas um tipo de unidade (infantaria, blindados, helicopteros, etc). Ou seja, cada jogador controla muito menos detalhes e eventos do que num RTS. Na prática, alguns RTS tendem para o lado tático (como o Warhammer 40K Dawn of War e o Warcraft), sem deixarem de ser estratégicos.

Microgerenciamento x Macrogerenciamento

Muito se ouvirá falar também de microgerenciamento (ou simplesmente “micro”) e macrogerenciamento. Microgerenciamento se refere ao controle de unidades (uma unidade militar, ou seja, um soldado, tanque blindado, navio de guerra, etc) em particular, por exemplo, tomarconta do que um soldado, ou grupo de soldados, está fazendo, ou protegê-lo, enviar ordens diretas a eles para atacar, recuar, mudar de formação. A atenção a essas coisas consome tempo e esforço, em detrimento do andamento do resto do jogo.

O macrogerenciamento como o nome indica é o controle de tudo no jogo, de um nivel mais abrangente, por exemplo, posicionar todas as tropas em uma região do mapa, alimentar filas de produção de coletores de recursos ou de unidades militares, estabelecendo apenas o ponto de chegada, e tomar as decisões genéricas, do tipo “quantos coletores vou fazer a cada momento e em que percentagem por recurso”, ou quando começar a fazer tropas. O jogador terá que se equilibrar entre o micro e o macrogerenciamentos para obter vantagem nas batalhas sem prejudicar a estratégia global.

Uma boa definição do que é RTS, sua história e desenvolvimento pode ser lida no site da Wikipédia (versão em inglês). Existem muitos sites excelentes para se aprofundar no assunto. Google it!

Este post pode parecer meio básico demais e fora de hora para quem está acompanhando o blog a mais tempo, mas eu explico. Um dos objetivos principais do blog eXtremeRTS é divulgar a modalidade de jogos RTS. Não serão evitadas matérias mais especializadas e técnicas, mas o objetivo não é ser um reduto apenas para os iniciados. Muitos iniciantes de hoje serão os experts de amanhã, e há espaço para todos os interessados, mesmo quem não quer ser expert. Assim a comunidade de jogadores de RTS, fans, clans, torneios, e etc. vai crescendo e se tornando mais interessante para todos.

Vou tentar colocar um link para este post permanentemente na barra lateral do site, para orientar os visitantes. Críticas e sugestões para melhorar este texto são bem vindas. Pretendo também fazer novos posts voltados aos iniciantes. Sugestões de assuntos para isto serão muito bem vindas também.

Command & Conquer 3 Kane’s Wrath já está a venda no Brasil

março 28th, 2008

A expansão Command & Conquer 3: Kane’s Wrath (CnC3: KW) já pode ser encontrada a partir de hoje a venda em algumas lojas do Brasil. Os preços estão entre 50,00 e 60,00 reais. O CnC3: KW é uma das modalidades do World Cyber Games 2008. Veja a seguir algumas impressões iniciais sobre o jogo.
Comprei a expansão hoje de manhã. O jogo vem em caixa padrão de DVD semi-transparente, e não mais na tradicional caixinha de papelão da EA. Ponto positivo, pois permite tratar melhor o disco. Como dá para notar na foto da caixa ao lado, trocaram o verde pelo vermelho e tons de laranja. Só não descobri ainda se há Tiberio laranja… Acho que a EA poderia ter seguido a linha do BFME2, com original verde e expansão azul, ainda mais porque o Tiberio normal é verde e o mais concentrado é azul… uma analogia perfeita, mas preferiram vermelho, o pessoal de marketing deve estar metido neste decisão … Mas uma coisa eles fizeram igual ao BFME2: a tela inicial da expansão é muito mais feia do que a do original, onde aparecia aquele mapa mundial. Trocaram o mapa pelo desenho estático dessa criatura aí na metade de baixo da caixa (ao lado).
Quanto ao jogo em si, notei que incluíram um modo conquista do mundo (igual a de outros RTS), e as facções originais foram desdobradas em mais duas, totalizando 3 de cada lado, ou nove facções independentes… Confesso que eu tinha entendido outra coisa. Pensei que deveria ser escolhida uma das 3 facções e em seguida uma sub-facção dentro do jogo, como o Age of Mythology e seus deuses primários e secundários. Da forma como foi feito não muda tanto quanto eu esperava. Além disto, como toda expansão que se preza, temos unidades novas para as facções antigas.
E aquela nova interface circular para escolha de unidades? Bom, ou ela não existe (e era tudo boato mesmo) ou está bem escondida. Mas boato não era, pois eu vi no “C&C TV”, no site oficial do C&C… bom, por enquanto estou supondo que não tive tempo ainda de achar. Pela partida skirmish que joguei, me pareceu que a jogabilidade não mudou quase nada. Caso realmente não tenha interface nova citada aí em cima, então para o jogador mais sério voltado ao multiplayer esta expansão é apenas mais civilizações, mais unidades, e consequentemente, mais necessidade de rebalancear tudo isso! Mas o jogador casual vai querer jogar a campanha nova e a conquista do mundo, e terá muito o que explorar nesta expansão.
Lembrando que esses comentários são o resultado de pouco mais de uma hora com o jogo, são apenas as primeiras impressões. Penso que o melhor seria uma série de posts analisando o Kane’s Wrath. Aguardem.

Iron Lore, desenvolvedora do Soulstorm, fecha as portas

março 22nd, 2008

A Iron Lore Entertainment (ILE) fechou as portas, ou como eles dizem no site, “cessou as atividades de desenvolvimentos de jogos”. O fato relevante é que eles acabaram de desenvolver a expansão “Soulstorm” do Warhammer 40K Dawn of War, a qual já comentei aqui no eXtremeRTS. Li primeiramente sobre isso no blog de Bruce Shelley (que é o líder do desenvolvimento do Age III):

http://www.ensemblestudios.com/blogs/bshelley/default.aspx

E posteriormente comprovei no site da Iron Lore:

http://www.ironlore.com/

A notícia lança uma sombra de dúvidas sobre a expansão Soulstorm. Ainda não sei se e como isso afetaria o suporte deste jogo. Pode ser que já esteja tudo planejado para o suporte passar para a Relic/THQ, que fez as versões anteriores do W40K:DoW. Mas pode ser também que isso indique problemas na própria THQ. Estou cada vez mais preocupado com um mundo de jogos eletrônicos para PC dominado unicamente pela EA!

A verdade é que ainda não pude colocar minhas mãos no Soulstorm. Pelas notas da crítica o jogo está razoável (média de 7.3 entre 13 críticos, fonte: Gamespot). Mas agora eu vou me informar melhor antes de investir tempo e dinheiro nele. A julgar pelo site oficial do Warhammer 40K Dawn of War, está tudo normal:

www.dawnofwargame.com/homepage.php

Recomendo aos fans do DoW uma visita a este site. Notei que eles unificaram os sites do DoW original e das expansões. Antes as informações estavam dispersas em vários sites sem muita comunicação, por exemplo, a descrição de uma facção só estava no site da expansão onde ela foi introduzida. Também atualizaram a organização, melhorando muito a coerência e a navegação. Um jogo tão bom merecia um site à altura.

PS: (editado algumas horas depois)
Fiz alguma pesquisa na Internet e constatei que em todas as propagandas do Soulstorm, inclusive na caixa, está constando o nome da Relic, e mais nenhuma referência à Iron Lore, como se fazia a alguns meses antes. Só no site da Iron Lore é que ainda é dito que ela é a desenvolvedora do jogo… Bom, como a empresa acabou este site também não deve durar pra sempre, então parece que a preocupação que descrevi aí acima vai se perder no tempo… é como se este fato nunca tivesse ocorrido. Não é um modo prático como as coisas são resolvidas neste mundo digital? :-) Bom, mas o que importa é que parece que o Soulstorm vai continuar normalmente.

Finalmente, os jogos oficiais do WCG 2008

março 16th, 2008

Demorou mais saiu a lista dos jogos oficiais de 2008. E os RTSs incluídos são:

* Warcraft III
* Starcraft
* Age of Empires III The Asian Dynasties
* Command And Conquer III: Kane’s Wrath

Quem leu o meu post de 27/01/2008 vai notar que acertei os dois primeiros, e errei os dois últimos. Tinha até feito uma ressalva de que o Age III ou o CnC3 poderiam entrar, mas os dois juntos realmente foi surpresa. Eles foram bem conservadores com relação à lista do ano passado. Mas dado os problemas que esses jogos enfrentaram, realmente não acho que tenha sido uma boa escolha do ponto de vista técnico. WiC, CoH ou W40K teraim sido muito mais interessantes.

O Age III TAD está muito desequilibrado, o que deve ser corrigido com o primeiro patch. Provavelmente… Sabe-se lá como será o resultado final. E O C&C 3: KW ainda nem foi lançado, e é uma incógnita como ele virá. No ano passado o C&C 3 deixou margem a muitas reclamações sobre bugs no jogo multiplayer e a qualidade do código (programa) de tratamento de rede. Isso foi corrigido no último patch do original, correção essa que provavelmente será adotada na expansão. Se houver desequilíbrio no KW (e que primeira versão de RTS não tem?) eles terão que ser rápidos pra corrigir antes da competição. O portal online, por outro lado, não tem segurança nenhuma contra trapaças na ladder. O jogador desconecta e de alguma forma a vitória do adversário não conta. Aparentemente a EA ignorou o problema. E por fim, ninguém ainda pode treinar a versão final desses dois jogos, já que nem o patch do TAD e nem (pior ainda) a expansão do CnC3 foram lançados.

Dos 4 jogos, recomendo os jogos da Blizzard, Starcraft e Warcraft III, que são produtos amadurecidos e com suporte mais sério. Digo isso tendo jogado todos os quatro títulos (mas não obviamente a expansão do Kane’s Wrath, só o CnC3 original). Só que essa recomendação obviamente só vale para quem já os joga ou jogou muito, pois começar agora para enfrentar gente com 4 anos de experiência é complicado… Ainda assim recomendo-os para quem só joga 4fun e não está pensando no WCG 2008. Quem sabe ano que vem já não dá? :-)

Pessoalmente, não estou jogando nenhum desses 4. Estou no Warhammer 40K Dawn of War e suas expansões. Mas se eu fosse tentar um deles, seria Warcraft III Frozen Throne, sem dúvida.

Fonte:
WCG 2008 official games