Archive for the ‘pc games’ Category

Starcraft 2: primeiras impressões

quarta-feira, julho 28th, 2010

Já estou jogando Starcraft 2! Depois de saber que tem upgrade da versão 6 meses para ilimitada, como disse no post anterior, mudei a idéia de comprar apenas a ilimitada, que expus a dois posts atrás, quando ainda não sabia disto… e comprei a caixinha de 6 meses mesmo. No final, se eu comprar o upgrade daqui a 6 meses, o que é muito provável, o custo final será aproximadamente o mesmo e eu só pagarei a segunda parcela depois.

E também pesou na escolha o prazer que ainda tenho de comprar um produto físico ao vivo, com a gratificação imediata de levar aquele troféuzinho comigo. E pensei, é bom aproveitar enquanto ainda existe isso, pois tenho quase como certo que o futuro é compras por downloads. E pesou também o tempo de download do arquivo de instalação, que atualmente nas conexões atuais ainda não é desprezível, e menos ainda pra mim com minha conexão atual de 1 Mbps (por motivos que não vem ao caso aqui…). Enfim, foi a forma mais rápida de ter o SC2 instalado nas minhas atuais condições, isto é fato.

Quem está pensando em comprar por download, saiba que na caixa não vem nada indispensável. O livrinho não é realmente um manual. Só dá as instruções sobre configuração do PC e instalação, nas outras páginas conta história do passado do jogo e inclui desenhos artísticos. Mas a caixinha também inclui dois passes livres para testar o jogo por 14 dias (ou 7 horas no total, o que acabar primeiro), para distribuir para dois amigos que possam ter interesse. E o benefício final da caixinha é ficar em exposição lá na estante, junto com os outros jogos da Blizzard. A versão em DVD vendida no Brasil é dublada em português. Ao entrar no site não vi como fazer download da versão em inglẽs, apenas português e espanhol. Talvez pelo fato de ter registrado um serial vendido aqui. Só que não entendi porque não deixam baixar a versão em inglês, independentemente de onde se comprou o serial: fica aqui registrada a minha indignação quanto a isto. Mas a dublagem em português não está ruim, está muito melhor que a feita para o SC1, que era realmente péssima. Mas no SC1 depois deixaram baixar o client em inglês!

Na realidade, neste exato momento eu fiz os tutoriais, um jogo online (ganhei, por incrível que pareça) e o primeiro passo da campanha. E aqui vão minhas primeiras impressões a algumas dicas simples sobre o que eu já vi. Primeiro, sobre a instalação via DVD, é meio lenta mesmo. Durante a instalação a tela mostra informações sobre a história dos títulos anteriores, para quem não fez ou para relembrar. Basta ir avançando ou retrocedendo com as setas laterais. Mas claro, quem ainda não fez o SC1 e expansão, e ainda quer fazer, talvez queira ignorar estas telas cheias de spoilers… :)

A configuração recomendada que vem no livrinho que acompanha o DVD fala em uma placa nVidia GTX 8800, que é justamente a que eu tenho, então fiquei tranquilo, e rodou muito bem. A configuração do PC que já uso há quase 3 anos para jogar é a seguinte: Athlon 64 X2/ 5000+, 4 GB RAM DDR2 800 em dual channel, e a dita placa de vídeo. Não é nenhum super PC hoje em dia, até pelo contrário, seria quase um entry level a não ser pelo vídeo. A boa notícia então é que tudo rodou com performance excelente com quase tudo no máximo num PC médio (na realidade até o momento aceitei a configuração de vídeo do jogo que foi sugerida e vi como tinha ficado com quase tudo máximo, mas depois vou tentar melhorar o que falta e posto os resultados). Logo, não é um jogo muito pesado. Mas ainda assim é bom notar que quem está jogando o Starcraft 1 no seu PC antigo com vídeo onboard ou no notebook poderá ter sérias dificuldades se instalar o Sc2. Outro detalhe sobre o PC é que o jogo roda em Windows XP, mas a configuração recomendada só fala em Vista e Windows 7. Isto se deve provavelmente ao Direct X. O mínimo suportado é o 9.0c, mas no Vista em diante as funções do DX 10 devem ser ativadas. Ah, e no mesmo DVD vem com a versão para Mac também. Faltou só a versão Linux … Estou usando por enquanto Windows XP SP3, e ficou muito bom. Tenho um PC com Vista mas sem placa de vídeo decente, e quando for possível farei a comparação.

Ao contrário do Sc1, o SC2 só rola se for conectado na Internet. Tem que logar até pra fazer a campanha. O ambiente é todo integrado, com um instant messenger que funciona mesmo no single player, e existe até a opção de logar no Facebook para importar contatos. Em compensação, pode guardar o DVD na estante, pois ele não é necessário para jogar. A interface é excelente, e conseguiu  se manter simples mesmo com grande quantidade de recursos disponíveis. Notei imediatamente a ênfase em guardar as conquistas do usuário na conta, uma tendência atual que ajuda a fidelizar o gamer. Não sei ainda se todo o progresso da campanha fica armazenado online, mas eu chutaria que sim, até pelo fato do jogo limitar em apenas um personagem persistente a ser criado, que não pode ser alterado depois. Isso difere bastante o SC 1 e do Warcraft 3, em que se podia criar infinitas contas, mas que não guardavam quase nada e eram excluídas por inatividade depois de alguns meses. Então pense bem no nome que vai cadastrar.. aqueles nomes engraçadinhos de trocadilhos podem parecer patéticos depois de um tempo. Para quem conhece o Age 3, é o mesmo esquema. Tenho sentimentos contraditórios com relação a isso, prós e contras, etc. Mas de qualquer modo, escolhi um nome simples e neutro, fiquei até surpreso de estar disponível, e espero não me arrepender.

Tanto a interface quanto o jogo em si estão muito fiéis ao jogo original, e isso deve agradar muito os fans históricos da série. Foi uma boa renovação, sem perder a tradição. Um equilíbrio perfeito com as novidades e evolução técnica. As facções são as mesmas, as unidades em grande parte também. Como os gráficos melhoraram a fluidez da movimentação é muito melhor, pois o Sc1 nem era 3D. Venceu o bom gosto. Ainda sobre interface, na campanha é interessante explorar bem todos os objetos que estão na cena do bar. Passando com o cursor pode-se identificar quais são interativos. No player por exemplo pode-se trocar a música, as notícias da TV são sensíveis ao ponto que se está na campanha, e por aí vai.

Em resumo, quem adorava o SC1 provavelmente vai se emocionar com o Sc2. Tem tudo pra ser mais um sucesso da Blizzard, e o título RTS que estamos precisando para movimentar esta modalidade, que está meio parada e fragmentada em vários jogos ou antigos ou abandonados pelo desenvolvedor. Quanto a este último ponto, quem resolver embarcar no SC2 pode contar com o histórico da Blizzard de qualidade e em manter o suporte por décadas (vide SC1 e Warcraft 3).

Asian Dynasties, TAD, recebe patch 1.03

sábado, junho 12th, 2010

O Age of Empires III – The Asian Dynasties recebeu este mês mais um patch, o 1.03. Parece que não há alterações de balanceamento. O objetivo deste patch é compatibilizar com a versão de download direto. Mas há dois pontos interessantes nele. Um é que finalmente permite jogar sem o CD! E o outro é justamente a tendência dos jogos recebidos diretamente pela Internet. A Microsoft agora também tem sua lojinha online para download direto.

E a mídia ótica, CD ou DVD, finalmente vai morrendo… parte dos RTS principais já são disponíveis sem CD/DVD. O Stracraft, se fizer o download pelo battle.net, o Warcraft III, depois do patch ou pela bnet também, Company of  Heroes, Warhammer 40K, e agora, o Age 3.  O patch é baixado automáticamente pelo jogo, na conexão com o ESO, ou por download manual, pelo site oficial: http://www.ensemblestudios.com/

EA libera os dois primeiros Command and Conquer da série Tiberium para download gratuito

domingo, fevereiro 14th, 2010

O lançamento do próximo “Command and Conquer – Tiberium Twilight” , o quarto da série “Tiberium”, está próximo (previsto para meados de março). Nele veremos mais um capítulo da saga do lider Kane e seus fanáticos contra os exércitos da GDI. A estória é uma continuação do não tão antigo Command and Conquer 3 (Tiberium Wars e Kane’s Wrath), de 2007-2009. Mas quem perdeu dos dois primeiros títulos, que começam em 1995, agora não tem mais desculpa para não conhecer toda a história deste universo paralelo. A EA acaba de liberar o download gratuito dos dois primeiros jogos: “Command and Conquer: Tiberium Dawn”, e mais o segundo e sua expansão: “Tiberium Sun” e “Firestorm”. Os downloads podem ser encontrados neste link da página oficial do CnC:

http://www.commandandconquer.com/classic

Nesta página também está disponível o download do primeiro Red Alert. Para garantir, já fiz download dos dois primeiros Tiberium. Quem decidir baixar certifique-se antes de ter um bom gerenciador de downloads ativado (como o BitComet por exemplo, que além de P2P também é ótimo para isso). Os arquivos são grandes e em caso de parada é sempre bom poder recomeçar.

Algumas curiosidades sobre estas versões. Eles ainda estão com a marca da antiga desenvolvedora, a Westwood Studios, que foi depois adquirida pela EA. Os gráficos são bem da época, pois os dois jogos são antigos e deve-se dar o devido desconto. O primeiro é completamente 2D, e o segundo é 2D com uma perspectiva 3D semelhante ao Age 2. Em compensação, estes títulos rodam em qualquer máquina. Quem é fan do CnC e de RTS em geral não deve se importar muito com gráficos datados. O CnC original, que pode ser baixado agora, foi um dos títulos mais influentes para definir a modalidade RTS. Pode-se notar no entanto que mesmo com poucos recursos gráficos o jogo não abria mão desde o início das cenas gravadas com atores reais (cut scenes). Abrindo um parentesis sobre isso, abaixo imagem de uma Cutscene na qual Kane aperece em uma cena de outro universo parelelo, o do Red Alert (logo atrás do Stalin)! Será que isso vai ser aproveitado em algum roteiro no futuro, como uma junção entre o Tiberium e do Red Alert?

Kane_with_Stalin

Pode-se notar que o download do primeiro CnC vem dividido em dois CDs (no caso os ISOs, que tem que ser queimados em mídia ou montados em drive virtual). Sim, é isso mesmo, na caixa do jogo original vinha um CD para cada campanha, e com um detalhe interessante. Quem comprava apenas uma cópia podia jogar com um amigo em rede no multiplayer, cada um com um dos CDs, tudo legalmente. Isso já foi formando a personalidade multiplayer do CnC (e do RTS) desde sua origem.


Edição especial da PC Gamer dedicada ao Warhammer Online

segunda-feira, janeiro 12th, 2009


A PC Gamer lançou nestas férias de 2008/2009 uma edição especial 100% dedicada ao Warhammer Online: Age of Reckoning (WAR). São artigos exclusivos dos desenvolvedores, trechos dos guias oficiais, desenhos artísticos e até um código para um item eclusivo no jogo (um baralho que altera as estatísticas do personagem). O título “The ultimate Guide to … ” pode até ser um tanto exagerado, mas com certeza é um material imperdível para quem é fan do WAR. Aqui no Brasil pode ser encontrado na FNAC. 

Novos sistemas de proteção contra cópia ilegal de jogos para PC ameaçam a liberdade dos usuários

domingo, agosto 24th, 2008

DRM, (digital rights management), é um assunto meio chato que deveria interessar só a técnicos e advogados e não a fans de jogos para PC. Só que ele acaba afetando tanto a vida dos jogadores e pode gerar tanto problema no futuro, que é bom entender como isso acontece. Jogos recentes como Bioshock, Mass Effect e Spore (e provavelmente o Red alert 3 também) incluem sistemas de proteção que limitam tanto o uso do jogo e do próprio PC que precisam ser considerados antes da compra. Do contrário a diversão para muitos pode acabar em uma grande frustração.

Todos já conhecem os sistemas de proteção que verificam o CD/DVD no drive. Este sistema por si só é irritante e deveria ser abolido em jogos de PC, já que em quase todos os jogos todo o conteúdo é instalado no HD. O CD serve apenas como uma espécie de chave para provar que o usuário adquiriu o jogo. Não é nem preciso dizer que isso é largamente quebrado, embora seja ilegal. Mas eles foram além!

Alguns jogos requerem agora a ativação. Algo parecido com a ativação do Windows. O instalador do jogo conecta à Internet para verificar a validade da cópia. No jogo Bioshock foi criada uma restrição a mais. Além de colocar o CD e ativar, existe um limite de ativações, 3 ou 5 (recentemente foi eliminado este limite, mais de um ano e meio depois do lançamento do jogo, devido às criticas gerais). Para esclarecer então, temos 4 sistemas que podem ser usados separadamente ou em conjunto.

1) verificação do CD, o tradicional. O inconveniente é ter que procurar o CD, abrir o divre, colocar o CD, etc, além de ficar expondo à midia de instalação a riscos e acidentes.

2) Ativação, no ato da instalação. Muitos já reclamam disso porque obriga a possuir conexão com Internet

3) Re-ativação periódica. Sim é estranho. O jogo “liga pra casa” de tempos em tempos para verificar a validade da instalação. De novo, requer Internet, além de potencial invasão de privacidade. Se eles sabem o seu IP, associado ao seu serial, sabem muito. Além do conteúdo dos pacotes enviados. Isso é grave, mas pode passar despercebido a muitos usuários não técnicos.

4) Limitação do número de instalações, associado à ativação (2). É a limitação mais grave e visível. Em caso de upgrade de hardware OU reinstalação de sistema operacional OU reinstalação em uma máquina nova, uma ativação é “queimada”. Nos jogos da EA o número é 3. Na prática, limita o tempo de utilização do jogo. Em um mundo que estimula o upgrade de PC, ainda mais para jogos, quanto tempo se fica em média com o PC inalterado? E se o usuário, além disso, gostar ainda mais de melhorar o PC? O usuário casual, que não liga muito para a máquina e abandona o jogo depoisde uns 3 meses, talvez não perceba. Os mais “hardcores” vão acabar percebendo, da pior forma.

Já tive uma experiência pessoal com isso que ilustra o que pode ocorrer. Depois de 3 anos seguidos comprando legalmente o Norton Antivirus, adquiri uma cópia que vinha com ativação. acho que foi em 2002 ou 2004. Esta licença tinha validade de um ano. Mas como altero e reinstaldo meu PC com frequência, em pouco mais de 6 meses já tinha feito 3 instalações (usando um único PC de cada vez!). Na quarta a instalação foi negada. Fiquei o resto do período sem ter nenhuma instalação funcionando. Em nenhum lugar da caixa (nem dos manuais) era dito explicitamente que seriam só 3 instalações. Me senti lesado, e não entrei na justiça apenas pelo valor da cópia versus custo do processo. Minha reação foi não comprar mais nenhum um produto deles. Esta situação voltou à minha mente quando li sobre o Bioshock.

Quando li que o Red alert 3, a ser lançado ainda, provavelmente irá incluir este sistema DRM que limita instalações, confesso que me desanimei do jogo. Não se pode dizer com certeza se a versão final terá, mas dado que a versão beta já tem, e que os últimos maiores titulos da EA lançados também (spore, Mass effect), diria que é quase certo, infelizmente. Com a frequência que mexo com meus PCs, seja upgrade de hardware, reinstalação do sistema operacional ou compra de nova máquina, digamos a cada 6 meses, eu poderia jogar por um ano e meio, sendo otimista. Se além disso tiver problemas do hardware ou de virus, menos ainda. Depois disso teria que comprar outra cópia do jogo. E não é só isso. Tem também o sentimento de falta de liberdade. Não posso mexer no MEU PC senão eu perco direito de rodar A MINHA CÓPIA do jogo.

Sempre achei meio absurda até a inclusão de contratos de licença nos jogos pra PC. Era pra ser apenas uma diversão, e agora supostamente devo ler e estar ciente de um CONTRATO? Isso inclusive isso não costuma vir em jogos de console. Jogar em PC as vezes é uma prova de paciência! Passa a ser muito mais interessante e divertido jogar em console, cujos jogos não vem com um contrato de licença para ler, nem número serial para digitar, e nem tem ativação e limitação de instalações. E se não for pra jogar online, nem Internet eu preciso. Coloquem teclado e mouse em consoles (para os jogos de tiro e RTS), e o PC como plataforma de jogos terá muito poucas vantagens práticas para quem quer apenas jogar. Tirando os piratas, que copiam ou compram ilegalmente e não tem nenhum dos inconvenientes citados, os jogadores para PC estão sendo tão penalizados que não vejo mais o PC como uma escolha razoável para jogos diante de um console. Quero comprar o jogo legalmente, com nota fiscal e tudo, mas sem ser penalizado e sofrer eternamente por isso. Se todos estes sistemas de DRM são uma estratégia para matar o PC como plataforma para jogos, vão acabar conseguindo.

Para balancear todos estes inconvenientes, mantendo o DRM rigoroso e limitante, o fabricante do jogo poderia fazer duas coisas. Uma seria informar mais explicitamente as regras: são só 3 ativações, nas seguintes condições, e etc. Compraria quem quisesse. Acho que pelo menos hoje em dia, isto já afastaria muita gente, a começar justamente pelos maiores fans dos jogos, aqueles que esperam jogar pra sempre os seus títulos queridos. A segunda medida seria reduzir drásticamente o preço. Se de fato limitaram o uso que o comprador legitimo pode fazer do produto, nada mais justo que reduzir proporcionalmente o preço. Se antes custava R$ 100,00 para jogar pra sempre e ter acesso total sem Internet, agora deveria custar uns R$ 15,00, já que espero só conseguir jogar por um ano antes de ter que comprar nova cópia, e vou ainda ter que manter a Internet.

Devo dizer que, pessoalmente, nenhumas destas duas medidas, embora até justas, me agradaria o suficiente. Isto porque quando compro qualquer produto de conteúdo, seja livro, CD, DVD, jogo de computador, arquivo digital de música ou filme, etc., espero poder guardá-lo comigo e usar indefinidamente, sem limitações técnicas impostas arbitrariamente. Um livro posso ler o quanto quiser. Inclusive emprestar. Um CD ou DVD idem. Para estes dois últimos pode-se imaginar no futuro um dia em que tocadores para eles não existirão mais, ou não serão comuns. Isso aconteceu com o vinil, as fitas K7 e está acontecendo com o VHS. Mas pelo menos tenho a oportunidade de tentar manter por conta própria um aparelho em condições para executar estas mídias (da mesma forma que tenho um tocador de LP de vinil ainda funcionando).

O fato é que a proteção de direitos autorais em jogos para PC sempre foi e continua muito mal resolvida. Isso põe em risco a indústria e a liberdade e direitos dos consumidores ao mesmo tempo. A facilidade de cópia dos meios digitais, ainda mais depois da Internet, é muito grande. Com isso muitas vendas deixam de ser feitas pelos donos legítimos dos direitos do jogo, aqueles que investiram na produção. Dado que o sistema é capitalista, significa menos lucros, menos empresas, menos empregos na área, etc. De outro lado quase todos os sistemas de DRM que impediriam esta cópia ilegal são tão inconvenientes que estimulam parte das pessoas a não comprar nada também e outra parte, com menos escrúpulos éticos, a partir para a pirataria.

A solução para este impasse pode vir de outro conceito. Livros e discos de vinil sempre puderam (tecnicamente falando, não legalmente) ser copiados. A diferença é que, neste caso, o que se obtém é sempre muito inferior, além de ter um custo relativamente alto. Por exemplo, posso copiar um livro na xerox, só que além de obter uma pilha desajeitada e pesada de papel, que mesmo depois de encadernada em espiral fica grande, a qualidadde de impressão é muito pior. E em muitos casos o custo é quase igual ao do livro original. Ou seja, a não ser quando é impossivel se comprar o livro, e ele é muito necessário (faculdade, tese de mestrado, etc.) não compensa copiar. E mais, quem realmente gosta de livro quer ter o original, um livro mesmo, não cópias xerox com espiral! Acho que o jogo funciona da mesma forma. Quando a relação custo/benefício do produto vendido legitimamente for superior ao de uma cópia, a pirataria estará sob controle. Que benefícios? Manuais, midia de qualidade superior, acesso aos servidores online, a caixa colecionável, assistência técnica, etc. Muitos fornecedores de jogos sequer tem um número 0800 para atender aos clientes. É um insulto esperar que o cliente ligue por DDD a outro estado, ao custo que é, para resolver alguma coisa!

Este último sistema antipirataria criado pela indústria de jogos, o da ativação + limitação de instalações, é mais uma tentativa para tentar refrear a evasão de vendas, sem querer focar na questão do custo/benefício. A esta altura os produtores de jogos buscam também uma alternativa à verificação do CD/DVD no drive. Isto porque o mundo está caminhando para transmissão de conteúdo prioritáriamente pela Internet, e dentro de algum tempo midias óticas (incluindo o tão sonhado BlueRay) serão algo obsoleto e inconveniente para a maioria das situações. Neste caso a Valve já está lá, com o Steam, e já descobriu um caminho viável. Temos também a Diret2Dirive, que vende de forma parecida. Mas o Steam é superior, pois independe de ativações. O único inconveniente do Steam é depender da Internet. Mas dependemos também da rede elétrica para ligar o PC. Conexão Internet já é um pré requisito básico, assim como água, luz, gás, telefone … logo, não vejo limitação, a não ser por romper o paradigma da propriedade da midia e direito de execução ilimitado. Depende-se de um serviço externo (servidores na Internet) para poder executar o jogo. Em outras palavras, se o serviço acaba, o jogo não pode mais ser executado. O Company Of Heores requer login até para jogar o single player. Logo, em caso de falta do servidor, sem acesso ao jogo. Outros jogos do Steam rodam em modo offline, mas não poderiam mais ser instalados da forma normal sem o servidor do Steam (em ambos os casos teriam que ser crackeados para continuar funcionando).

A proteção de cópia por ativação + limitação de instalações é ruim pelos dois lados: aborrece e afasta o comprador legitimo, que deixa de acreditar na boa fé das empresas produtoras, ao mesmo tempo em que não impede a pirataria, ou pior, a estimula. Em Bioshock a limitação de instalações acabou sendo retirada, pelo que li de várias fontes. Talvez agora eu compre Bioshock, o que acabei não fazendo porque li sobre os problemas em uma revista americana, a PC Gamer. Os outros títulos, muitos deles muito bons, vão deixar muita gente frustrada. O pior é que quem mais vai se frustrar serão os que mais adoram os jogos, e não o jogador casual, que abandona o jogo depois de algumas semanas. E muito menos o pirata, que continuará fazendo o que sempre fez. Em meio a estes experimentos com DRM, as cobaias são os fans de jogos para PC.

Quando está custando mesmo um PS3? :-)

Os Jogos mais vendidos para PC em 2007

quinta-feira, fevereiro 7th, 2008

O grupo NPD liberou a relação dos jogos mais vendidos para PC no ano
de 2007, como não poderia deixar de ser World of Warcraft lidera a
relação em 1º. Lugar, e o jogo da Microsoft Age of Empires III com o
impulso das vendas da edição de ouro ocupa o sétimo lugar no ranking
das vendas para o ano que passou.

1. World of Warcraft: Burning Crusade* – Vivendi (Blizzard)
2. World > of Warcraft* – Vivendi (Blizzard)
3. The Sims 2* – Electronic Arts
4. The Sims 2 Seasons Expansion Pack – Electronic Arts
5. Call of Duty 4: Modern Warfare* – Activision
6. Command & Conquer 3: Tiberium Wars* – Electronic Arts
7. MS Age of Empires III* – Microsoft
8. Sim City 4* – Electronic Arts
9. MS Flight Simulator X* – Microsoft
10.The Sims 2 Bon Voyage Expansion Pack – Electronic Arts

Fonte: http://www.agecommunity.com/home_pt.aspx

Patch 1.09 do Command & Conquer 3 já disponível para download

quarta-feira, outubro 24th, 2007

Saiu hoje, 24/10/2007, o tão esperado patch 1.09 do Command and Conquer 3 Tiberium Wars. O patch pode ser baixado diretamente pelo jogo, ao conectar nos servidores. Os que não conseguirem por este método, ou preferirem ter o arquivo, poder ir para a área de downlod de patchs do site oficial. A lista de alterações também pode ser encontrada nesta página (não deixe de rolar até o final).

As alterações neste patch são mais profundas que nos anteriores, e pretendem melhorar a diversidade de táticas que podem ser utilizadas, diminuindo o poder da economia e aumentando a importância do microgerenciamento (com uma taxa menor de recursos é mais difícil “massificar” uma unica unidade). Quem quiser entender melhor o objetivo delas, pode procurar o tópico “PATCH 1.09 BALANCE CHANGES EXPLAINED!”, de 12/10/07, nesta página, na barra da esquerda (infelizmente não consegui um link direto). Além desta alteração geral, o patch inclui balanceamento, são corrigidos diversos bugs e inseridos um novo mapa: “Wrecktropolis”.

Age 3- The Warchiefs: Finalmente o patch 1.04

terça-feira, setembro 4th, 2007

A ESO vai estar fora do ar hoje para manutenção, às 1:00 PM (GMT), ou 22:00 horas de Brasilia (GMT-3). Deve ficar fora do ar por aproximadamente duas horas. Mas pelo menos é por um bom motivo: a implantação do Patch 1.04 (e o 1.12 do original). A ES recomenda desinstalar qualquer MOD antes de instalar o patch. Os comentários sobre as alterações já foram feitos aqui no eXtremeRTS.com, já que a lista foi liberada com bastante antecedência.

No momento estou sem banda larga, o que no meu entender inviabiliza jogo online (apesar de na caixa do jogo falar de modem 56Kbps, mas acho que a paciência dos outros deve ser respeitada, e a minha também). Mas esta situação deve ser corrigida no próximo sábado, quando devo receber a instalação do Virtua, e então poderei experimentar o novo patch na prática. Até lá comentários apenas teóricos ou de outras fontes. E a propósito, eu adoro quando sai novo patch!

Versão jogável do TAD na "2007 Leipzig Games Convention "

domingo, agosto 26th, 2007

Como divulgado no próprio site da ES, houve uma convenção de jogos na alemanha este mês, em Leipzig, e lá havia uma versão totalmente jogável do TAD – The Asian Dynasties, à disposição dos fans:

“The 2007 Leipzig Games Convention opens its doors to the public this weekend, where Age fans will be able to check out a full playable build of Age of Empires III: The Asian Dynasties! If you’re in the neighborhood, stop on by and get some hands on time with the upcoming expansion pack.”

Pois bem, um correspondente de um site alemão de Age 3 jogou, anotou tudo que podia, e publicou. O resultado esta neste site, com uma riqueza de detalhes impressionante. Quem vai querer ficar pra trás, e não saber como vai ser o jogo com antecedência? Veja por exemplo os dados sobre a unidade Rajput, da India:

“Rajput
100 Food 35 Holz 1 Pop 150 Hp 0,2 MR
18 MDam 3x vs Cav. 2,3x vs Light Infantry 20 Siegedamage
also im Prinzip der Pikenier der Inder, halte ich für ok, tötet Cav. recht gut, is halt net sooo gut gegen Gebäude

E parece que lá tem todas as units da India, China e Japão. Ah! Mas alguém aí notou que o texto está em alemão… Ok, os que dominam alemão podem ir direto no original. Para os demais, um rapaz do forum AoE3H fez o favor de traduzir tudinho para o inglês. Veja o post aqui. O trecho acima por exemplo fica:

Rajput
100 Food, 35 Wood, 1 pop, 150HP, 0,2MR
18 MDam 3x vs Cav. 2,3x vs Light Infantry
20 Siege damage
-Practically the pikeman of India, I think is ok, kills cav pretty well, is not so good vs buildings”

Que alívio hein? :-) Já dá pra ir fazendo as estratégias antes do jogo sair. E por sinal, se for pelos procedimentos normais da Microsoft, deve sair um demo jogável para download antes do jogo chegar às lojas. Comentários sobre as unidades? Alguma das 3 civs tá op? Postem!

Fontes: Agecommunity.com (ES), HeavenGames, AoE3.de

GD – Gathering Day

quarta-feira, agosto 22nd, 2007

Assim como filmes, existem jogos cult. Jogos que não importando a quanto tempo foram criados continuam a encantar. E isto não ocorre por acaso. Em geral, estes jogos são verdadeiras obras-primas, tanto na parte técnica, quanto na parte artística e não raro redefinem ou trazem uma nova visão de um gênero em que todos os outros parecem iguais.

Em relação a jogos RTS, isto não pode ser mais verdadeiro do que com Sacrifice, lançado em 2000 e ainda com fãs ativos pelo mundo afora. É o que prova o site Sacrifice Planet, com mais de 1200 membros, que promove encontros, concursos de criação de mapas e claro, torneios on-line. Desta vez resolveram criar o GD – Gathering Day, um evento que ocorrerá todo primeiro sábado de cada mês durante este ano e deverá reunir os jogadores para um dia inteiro de ferozes batalhas 3D on-line cheias de magia.

Voce nunca ouviu falar em Sacrifice? Então veja este making of no YouTube, onde ele é apresentado pela equipe de desenvolvimento da Shiny.

AoE 3: TAD – Nova página da AoE3H com informações sobre a expansão

terça-feira, agosto 21st, 2007

O site Age of Empires 3 Heaven (AoE3H) criou uma página com informações específicas sobre a segunda expansão do Age 3, The Asian Dynasties (TAD), contendo dados gerais sobre o jogo e sobre as novas civilizações. Veja abaixo as seções, com os links apontando diretamente para o site da AoE3H:

“General
General FAQ
New Features
Previews
Screenshots
Videos

The Civilizations
The Chinese
The Indians
The Japanese
New Maps and Tribes

O endereço direto do site é:
http://aoe3.heavengames.com/dyn/index.shtml
Estas informações estão sendo atualizadas continuamente, portanto mantenha-se ligado!

Fonte: Heaven Games