O Windows 7 chega ao mercado agora, e eu me pergunto: qual seria a vantagem de trocar meu Windows Vista? Devem existir vantagens, mas elas são suficientes para justificar o preço e o trabalho do upgrade? Comprei o Vista porque ele realmente apresentava novidades: suporte ao DirectX 10, mais segurança, a versão Ultimate já vinha com o DVD do sistema de 64 bits, finalmente libertando o limite de endereçamento de memória, tinha também a bela Interface Aero, etc. Mas e o W7, promete o que? Corrigir supostas “falhas” do Vista, ser mais leve, mais rápido, etc. Não é algo que me entusiasme muito. Já tenho um PC que roda o Vista com agilidade.
É sinal dos tempos. O próprio Vista, se analisado com cuidado, não era tão revolucionário assim. Dois anos depois de uso do Vista vejo que o DX 10 não foi tão importante assim para os jogos, e que com o costume a interface Aero me parece apenas mais uma interface bonitinha. Quando por algum motivo eu preciso usar um PC com XP e depois volto ao Vista, não sinto mais tanta diferença com a interface. Ela existe, só não é mais tão visível. De concreto mesmo tem a migração para 64 bits.
Na minha opinião o lançamento de grandes versões de sistemas operacionais como se fossem um novo produto se tornou algo anacrônico. Nem justifica as caixas de papelão e plástico no qual vem embalados. Não é um novo produto, e sim uma versão do mesmo. Pensando bem, sempre foi um inconveniente, mas pelo menos as alterações eram grandes o suficiente para dar a idéia de que era um novo produto.
Para o usuário seria mais interessante pequenas versões incrementais, mais frequentes, que incluissem o que fosse novo: drivers para dispositivos, etc. Eventualmente seria necessária uma mudança radical, mas neste caso deveria haver um motivo técnico para isso, e não apenas de mercado. Algumas versões de Linux já utilizam uma política parecida. A cada 6 meses ou 1 ano uma pequena versão nova. E sem precisar sair de casa para comprar uma caixinha de acrílico.