É consenso que liberdade é algo a ser alcançado. Recentemente uma determinada operadora de celular veiculou campanha contra os celulares bloqueados em nome da liberdade de escolha. Obvio que não há motivo humanitário nisso, trata-se de marketing. Para as operadoras vender celular bloqueado ou não dá no mesmo, já que no final ele será pago de qualquer jeito. O bloqueio serve mesmo é para prender (eles chamam de “fidelizar”, mas “escravizar” também poderia ser utilizado em uma interpretação mais livre) o consumidor a uma operadora. Logo, de modo geral o bloqueio é desvantajoso para o consumidor. Mas agora que estamos prestes a obter a portabilidade numérica, o desbloqueio passa a ser ainda mais interessante.
O que muitos podem não perceber é que além de ser desbloqueado, um celular deve ser compatível com as bandas de freqüência utilizadas pelas operadoras. Este fato não é muito divulgado, e apenas alguns sites de vendas pela Web alertam sobre isso. Em muitos casos isto pode passar despercebido, pois a maioria das operadoras utiliza as mesmas bandas. Mas uma delas, a Vivo, usa as faixas 850/1900 MHz que não é suportado pela maioria dos celulares de preço baixo e médio. Já alguns celulares baratos vendidos pela própria Vivo só usam estas faixas, e portanto não podem ser utilizados pelas outras operadoras. Nem adianta desbloquear.
Então fica aqui a dica. Quem visa usufruir da portabilidade numérica ao máximo, ser correr o risco de ter que trocar de aparelho, pode começar a ler com mais cuidado as especificações de aparelhos. Um aparelho quadriband é o que aceita todas as faixas GSM (850/900/1800/1900) e pode ser usado por qualquer uma das operadoras. Os celulares mais caros, incluindo smartphones, normalmente já são duadriband, mas não custa checar. Mas há também alguns baratos, na faixa de 200 a 300 reais, que também aceitam todas as bandas. Basta procurar. Vide por exemplo Samsung 310L, na faixa de 300 reais, com câmera e rádio FM.